quinta-feira, 13 de maio de 2010

expatriated News: Palmeiras

A Frase do Dia:

Por Piazera, via Palestra Imortal

A turma que vai à geral agora, ficará assistindo só na tevê. É gente que não consome nada, depreda e mata no metrô. Não interessa mais ao futebol. Dá orgulho ver o público pagar R$ 300 pelo ingresso. Não defendo a elitização. Mas o futebol precisa de dinheiro. J. Havila

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FELIPÃO NO PALMEIRAS? É PRECISO SER ÁGIL


Como diriam alguns amigos palmeirenses, só um "fato novo"pode devolver ao torcedor a credibilidade do time e de todos que o cercam. E o que poderia provocar tal impacto? Atualmente acredito que quatro situações poderiam devolver a esperança ao torcedor de ver um time que brigue por títulos, que se mostre grande, que assuste o adversário: Kléber Gladiador, Valdívia, Alex ou a volta do técnico Luiz Felipe Scolari.

Das situações expostas, a que parecia ser a mais improvável passa a ser, na teoria, a mais viável, o retorno de Felipão. Tudo vai depender da estratégia adotada pela diretoria do Palmeiras. Se não houver uma cartada de mestre, o Verdão verá cair por terra mais um sonho dentre os muitos que viraram pesadelo em anos anteriores.

Recebi uma informação de que o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, já teria tido um contato com Felipão, mas sei também que já houve uma conversa entre o treinador e Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Verdão, antes mesmo de se noticiar que Scolari anteciparia sua saída para o meio do ano do Bunyodkor, do Uzbequistão.

Luiz Felipe ainda não definiu o seu futuro. Na Copa do Mundo será comentarista de uma emissora de TV da África do Sul e após o Mundial estaria propenço a estudar um retorno para a Europa. Somente depois de descartar possíveis ofertas do "velho continente" é que Felipão aceitaria voltar para o Brasil no segundo semestre.

Mas só o fato de saber que ele estará solto no mercado em breve, os áureos anos de 98 e 99 voltam à retina dos saudosos por grandes conquistas. Sem dúvida, esta seria uma grande resposta da atual administração palmeirense para aqueles que já se arriscam a dizer que o mandato do professor Belluzzo será um dos mais fracassados da história gloriosa da Sociedade Esportiva Palmeiras.

No entanto, o elenco também merece atenção. "Atentai-vos Cipullus" para uma eliminação do Cruzeiro semana que vem da Libertadores. O Gladiador, que nunca escondeu seu amor pelo Palmeiras, caberia como uma luva nesse time atual.

Images by Kigol


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Da missa não sabemos um terço…

Por Roberto Galluzzi, via Blog do Torcedor

Pessoal, esse post é árido. Gostaria de esclarecer (se é que consigo) algumas coisas, porque parece que há muita desinformação. Cada um com sua opinião, mas não devemos misturar alhos com bugalhos. Mas vamos lá: existe uma parte enorme da torcida sendo culpada pela saída de jogadores, dificuldade em trazer jogadores, até perda de campeonato. Junto com a diretoria, a torcida teria “expulsado” o Diego Souza, assim como fez com o Vágner. Fratellada… meus irmãos de coração, na verdade vos digo…

Todo mundo merece respeito. Eu, por exemplo, detesto “corneta/amendoim”. O que é um corneta/amendoim? O cara que só, unica e exclusivamente se manifesta para criticar. É o cara que – como bem lembrado está escrito no livro “Alma Palestrina”, de 1941! – reclama da diretoria, dos jogadores, do campo, do juiz, do torneio, da federação e depois ainda, de si mesmo, por estar alí. O corneta é um beócio espinafrador, que coloca o alívio de sua azia acima do clube de seu coração. Isso é uma coisa. Agora vamos à outra coisa.

Em que se pese as besteiras cometidas, as torcidas servem frequentemente de bode expiatório. Na minha opinião (deixo claro a particularidade), o caso do Vágner por exemplo. Quem acha mesmo que ele saiu por entrevero com a torcida, é ingênuo. O time, ano passado, decaiu por 4 fatores: 1) ausência do Maurício, do Pierre e do Cleiton, 2) um treinador que não conseguiu impor seu comando 3) ausência de um jogador que segurasse a onda e… 4) insatisfação de alguns com a presença de um jogador que ganhava muito mais que os outros.

Ou seja: o Vágner não tinha mais ambiente, sabia das dificuldades salariais, queria ir para o Rio e recebeu uma ótima proposta pra disputar a Libertadores ao lado do seu amigo Adriano, num time que havia acabado de ser campeão brasileiro. E nós aqui achando que o cara saiu porque brigou com torcedores… AAAAH TÁ… tenha santa paciência, é muita ingenuidade! Meu, o cara saiu por que quis, porque pode e porque o ambiente anterior era uma panela de vaidades em ebulição! Galera, por favor irmãos… não sejamos ingênuos… quando o jogador não quer ou não tem proposta, encara qualquer situação. A postura do Robert nesse último jogo foi EXEMPLAR e mostra isso.

O cara pode até ter jogado mal, mas ganhou respeito ao mostrar como se ignora a rejeição da torcida, porque ele sabe que nas primeiras 3 jogadas boas que fizer, o torcedor aplaudirá novamente! TORCEDOR É ASSIM CAZZO! Aqui um parêntese: vias de fato é uma outra questão, crime ignóbil. Mas fora isso, manifestação de torcedor é FOGO DE PALHA. Todo jogador que se julga minimamente profissional deve saber disso. Repito: o cara pode vaiar hoje, mas na primeira “de letra”, voltará a aplaudir.

Isso mostra que a saída de uma jogador, seja um Diego Souza ou um Vágner – em que se pese a diferença das situações – se dá pela sua própria cabeça e não porque – ô coitado – a torcidinha é má. O cara que seja profissional de virar as costas pra isso e dizer, “que se dane, confio em mim e vou superar”, COMO O ROBERT FEZ. Mas não… é muito mais fácil colocar a culpa na torcida, que não tem ninguém pra defendê-la. E nós, ingenuamente ainda acreditamos!!! Dio mio…

Deixemos bem claro: minha visão é de simples torcedor comum olhando de fora. Sei que nós somos uma das torcidas mais exigentes, mais chatas e críticas. Nada mais deprimente do que ver gente comparando as academias de 72 e 73, de 93 e 94 aos dias de hoje.

Já discuti muito contra o criticismo palestrino, pois vivi de perto a década de 80, quando a cornetagem atrapalhava ainda mais o sucesso do clube. mas uma coisa eu reconheço: o torcedor de ARQUIBANCADA incentiva 90min. e só vaia em último caso. Isso também vigora, mezzo/mezzo no restante da torcida, com exceção das numeradas cobertas, onde há uma porcentagem cornetóide maior. O apelido “amendoim” vem do Felipão, tirando onda com a galera arcaica que precisava de amendoim pra ganhar energia, que ficava alí naquele setor.

Então, muita gente pode dizer o contrário, mas o comportamento da torcida palmeirense, no geral, dentro do estádio, é exemplar. O torcedor palmeirense é crítico, mas salvo a cornetagem das cobertas, apóia constantemente, a despeito dos inúmeros VEXAMES e SAPOS que tem sido obrigado a engolir. Ou seja, quando “a torcida palmeirense” vaia um jogador é porque está realmente muito, mas muito, mas muito de saco cheio. E tem muito, mas muito motivo pra isso. Portanto não deveria ser essa vaia a responsável pelo melindre de um jogador que já não tem motivação há muito tempo e quer aproveitar a situação pra sair deixando ingênuas viúvas por aí… tenha dó. Só pra lembrar, até onde eu sei ninguém “pediu a saída” de qualquer jogador que fosse.

Fratellada, desculpe-me se me alonguei demais nessa. É que as coisas parecem estar muito mais entendidas e pior, desinformadas. Não sei se esclareci ou confundi ainda mais. Mas espero que assim, por um instante que seja, o palmeirense veja a realidade sob outro prisma, já que frequentemente ela nos é imposta sob a ótica de quem lucra com ela.

O Palmeiras deve ser uma entidade COLETIVA acima de individualismos e se alguma crítica for feita, deve ser dirigida à ações e atitudes, não à pessoas. Se o comportamento (que gerou a vaia) for abandonado, voltam os aplausos, imediatamente! DIO MIO, se o torcedor palmeirense não quer exatamente isso… mas “arrastar-se” em campo, reiteradamente, como nosso manto sagrado, aí não… sejá lá quem for. Se houver motivação (real), que fique e será aplaudido por isso. Senão, deixe a vaga para quem honre e boa viagem. Sem sarcasmo… e ponto final.

Image by Globo.com

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Major Sertório: Uma Rua De Contrastes

Breve, a verdade será conhecida ...

Por Marta Cavallini,  em 21/05/2002, via Sampa Centro


Uma mulher fala incessantemente, de dia, de noite, de madrugada. Ela parece gostar de viver na rua, de fazer discurso, de declamar poesias, de mexer com as pessoas que passam, de provocá-las, de agredi-las. Suas palavras parecem não ter nexo, mas juntas formam um emaranhado de idéias inteligentes, revolucionárias, filosóficas, de quem aprendeu muito com a realidade dura das ruas de São Paulo e compreendeu que ali, para ela, é o melhor lugar para viver. Ela mora na Major Sertório.

Eu acordo com seus gritos, durmo com seus clamores. Eles invadem meu sono, meus sonhos. Passo perto dela, encaro seu olhar, espero um cumprimento, um aceno. Ela corresponde com um sorriso. E eu também. Nós nos respeitamos. Somos cúmplices de uma realidade dura, mas fascinante. Somos moradoras de uma rua de contrastes. Personagens distintos que vivem seus papéis, ora de coadjuvantes, ora de protagonistas. Vivemos numa rua encravada entre um centro nervoso e barulhento de um bairro de classe média alta, que se tornou palco preferido para travestis exibirem e venderem seus corpos.

Acabo descobrindo que, na verdade, essa mulher verborrágica e insandecida em sua serenidade já foi um travesti. Agora é mera observadora de suas companheiras. E eu também, de todas elas.

Sou cúmplice e voyeur desses profissionais da noite, que ganham a vida parados em frente ao meu prédio. Em minhas noites de solidão fico em minha sacada observando seus movimentos, seus gestos, trejeitos, suas táticas de sedução. Testemunho sua ansiedade à espera de seus clientes, de seu ganha-pão, de sua busca pela aceitação.

A rua se torna uma vitrine, com modelos vestidos com trajes extravagantes, insinuantes, mostrando partes estratégicas do corpo. A Major, enfim, se transforma numa arena, onde gladiadores lutam isoladamente por suas presas, usando seus corpos para desafiá-las, rendê-las e proporcionar-lhes o prazer que elas procuram. Quando, enfim, a troca é consumada, esses gladiadores voltam aos seus postos à espera de novos desafios.

Insultos e ofensas surgem. São ecos preconceituosos vindos de carros que passam pela vitrine e não gostam do que vêem. E esses mesmos gladiadores se vêem obrigados a defender sua profissão com dignidade. Às palavras preconceituosas eles respondem que sua escolha e seu destino não interferem em nada na vida de ninguém. Ali, à noite, é o lugar deles e de seus companheiros. Pára quem quer, experimenta quem tem coragem.

E é assim que se aprende a morar na Rua Major Sertório. Acaba-se compreendendo que todos ali têm um pacto de respeito mútuo. Aprende-se também a conviver com a luta travada diariamente por esses travestis, que são alvos de insultos, de batidas policiais, de constantes humilhações.

Aprende-se a embalar o sono muitas vezes ao som de brigas, entremeadas de gritos e de socos. E também a ouvir estrondos que podem vir de escapamentos de carros ou de revólveres. Mas prefere-se não saber a sua origem. A rua é de todos, afinal. E às vezes a realidade é dura demais para ser encarada de frente. Prefere-se, então, ignorá-la.

E a mulher ensandecida e verborrágica vaga pelas suas companheiras. Ri de tudo, mas não intervém. E eu vago no sexto andar do meu prédio, às vezes rindo, às vezes chorando. Não é fácil ter de encarar um palco de alegrias e tragédias do camarote do sexto andar.

O dia finalmente chega. Deixo o meu papel de coadjuvante para me tornar protagonista. A rua agora é palco dos ônibus, de pessoas indo trabalhar, almoçar. Ninguém parece se importar com o que aconteceu ali há poucas horas.

Um rastro de sangue aparece na calçada. Mas ninguém se importa. Agora a rua agora é das pessoas que ganham a vida de forma convencional, que se vestem de forma convencional e que preferem ignorar que ali, há um tempo atrás, aqueles gladiadores noturnos lutaram por sua dignidade, foram vencidos e derrotados, e que irão voltar, assim que o sol se puser, para mais um turno de trabalho.

A mulher ensandecida cochila na calçada. Às vezes acorda para provocar alguém ou para rezar. Sim, ela reza, em alto e bom tom. Por ela e por todos que passam. E pelas suas companheiras. E eu, na minha vida convencional, vestida de forma convencional, também rezo por mim e por todos os meus vizinhos e companheiros de rua e aprendo a cada dia a conviver e a aceitar a realidade da Major Sertório.

Mercado Do Futebol



Enquanto isso, na nau sem rumo ...


terça-feira, 11 de maio de 2010

NCDJ: Verdade Que Incomoda


Por Paul1nho, via NCDJ

A equipe de redatores do NOC Sucursais Saint Paul & London, vem a público agradecer aos inúmeros leitores que prestigiam este espaço e acreditam que nosso trabalho é importante para que as coisas possam mudar.

É por vocês que trabalhamos, quase 30 horas por dia sempre em busca de informações que costumam ser esquecidas pela grande mídia.

Durante a nossa caminhada neste espaço, evidentemente que não cometemos equívocos, pois ela se baseia diariamente no que posta o Blogueiro mais comentado nos últimos dias, Paul1nho, o Ínfimo de Liliput.

Faz parte do nosso compromisso de informar e entreter todos vocês, milhares e milhares de leitores que nos acompanham diariamente.

Conquistamos o respeito de pessoas que passaram a nos acompanhar por entenderem que com muito bom humor e entretenimento demos um tapa na cara daquele que se julgava acima do bem e do mal,uma espécie de primo mais próximo de Deus na Terra.

Angaríamos sim milhares de amigos. Inimigos, muito provavelmente apenas “1″, pois até seus “vaçalos” e admiradores nos acompanham e se divertem muito.

Nosso relacionamento – leitor e jornalista – não existe em nenhum local de imprensa deste País.

Vocês nos ajudam, com denúncias, críticas, opiniões e o imenso carinho e paciência com que nos recebem diariamente em seus computadores.

Em contrapartida, dedicamo-nos cada vez mais a prestar o serviço de comunicar a verdade para todos que nos acompanham.

Escr1ba, Ínfimo de Liliput, Paul1nho ou como queiram vem insistemente de forma repetitiva e bestialoide tentando vender a idéia de que nosso espaço é financiado.

Tal surto psicótico e só assim poderíamos classificar tal pensamento, só se justifica na cabeça de ameba e seus Tico e Teco motorizados que habitam aquele imenso vácuo.

Mas se voces, caros leitores se dispuserem a nos ceder alguns donates, pedimos que o façam diretamente através do Blog do Escr1ba, isso o auxiliara na montagem da farsa que vive de donates e venda de cacarecos e tranqueiras no Mercado Livre, Submarino e outros.

Blogueiro Paul1nho, na verdade, teme o peso das verdades que publicamos a respeito dele.

Ele está Desesperado, sabedor de que nossas denuncias já vem beneficiando a justiça para colocar as mãos neles.

Saibam, caríssimos, que o único oficial que até agora conseguiu arrancar um chamegão do Escr1ba num documento, só atingiu essa proeza depois que revelamos ao mundo a sede do site laranja, aquela tal casinha laranja do site alaranjado, lembram-se? Se não, vasculhem por ai.

Outros blogs tentaram e fracassaram na tentativa de causar medo, paura de verdade neste Escr1ba.

Fracassaram, mas o NOC tocou profundamente no reto anal do Blogueiro Mais Famoso da Cinc1nato Braga e Região.

Continuaremos oferecendo a voces diversão e verdade a respeito do Escr1ba, é a melhor demonstração de respeito aos que em nós acreditam.

Este blog realmente incomoda, desde os mais poderosos patrocinadores do Escr1ba Paul1to até seus mais humildes vaçalos que por vezes aparecem por aqui e deixam suas mensagenzinhas, expondo todo o seu ridículo.

Demonstração clara de que estamos no sentido correto.

Este Post vai em homenagem a Marcelo Sampaio Filho, nosso Sergio Mallandro sem saias

A sua denúncia resultou  14.000 visitas, 70 links, 3 e-mails de jornalistas sérios e competentes vibrando com o fato e parabenizando o Noc pela atitude de desmascarar o falso jornalista e três posts desesperados do Chapaulim Querelado explicando o “equívoco”.

Para recordar, eis o “equívoco”, que já foi devidamente deletado pelo cagão, seguido de um boçal e pedante pedido de “desculpas” a Andres Sanches e Ronaldo.

Quem diria, Marcelo Sampaio Filho fez o motorizado blogueiro se curvar so poder corrompido!


As 40 Do expatriated: Day Two




Pela ordem: 36º Elle Liberachi, 35º Nadine Coyle, 34º Eva Mendes e 33º Cheryl Cole

Une Weekend Parisienne III: Dimanche!

O dia não amanheceu tão bonito, mas a temperatura era boa. Pela manhã fomos conhecer o prédio onde elas vão morar em Neuilly e o entorno. O lugar é muito bacana, pertinho da Place du Marche e do Bois de Boulogne.


Depois paramos no Arc de Triomphe pois a Valentina queria ver o que ela chama de túmulo do petit soldat.


De lá voltamos ao apartamento da Anne para encontrar um monte de gente e ir a um restaurante para o brunch. O local escolhido foi o Quai Ouest, as margens do Seine.


Sugestão do Lucas que, por sinal não pôde ir! É um restaurante modernoso para balada e que, aos domingos abre para almoço familiar. Tem até atrações para crianças, como pintura e palhaço.


Comida boa, pessoas divertidas na mesa. Com tantos fatores positivos, me permiti uma pausa nos velhos costumes para fazer um almoço completamente local. Nada de whisky. Champanhe para os brindes e vinho tinto para acompanhar a comida.

Passado o regabofe, voltamos para a casa da Anne e logo depois, Valentina e eu pegamos um taxi para a Gare du Nord. Hora de voltar para Londres.

Tudo perfeito? Não faltava uma escrotice parisiense. Demorou, mais veio. Já na estação, fui comprar umas revistinhas para entreter minha filha durante a viagem. Na hora de pagar o balconista quase atirou um monte de moedas na minha cara por eu não ter 10 centavos para facilitar o troco. Ao invés de me irritar, o tonto ouviu um - La vie est dure - O final de semana tinha sido muito bom para eu fica puto com isso. Pouco, muito pouco.

Conclusão da viagem: Paris é, definitivamente, a cidade mais bonita que conheço. Talvez o Rio consiga rivalizar, talvez.

Se passear por Roma é andar sobre a história, visitar Paris é vivenciar a harmonia entre tudo que ali existe. Os prédios, as pequenas ruelas e as grandes avenidas, os grandiosos monumentos. Tudo é perfeitamente ajustado.


A pergunta que não quer calar; Encontrei um taxi de Novaiorquino estacionado em Paris. Teria o motorista perdido o rumo de casa ou alguém fez uma corrida um tanto longa?


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Recauchutando A Votação: As 40 Do expatriated, Day One



Como todos os anos, os britânicos elegeram as 100 mais sexy da Revista FHM. Este ano, porém não vou reclamar das escolhas, ou melhor, farei isso de maneira diferente. Da centena de moças escolhidas pelos locais, selecionei 40. Foi duro, mas aliviando daqui e dali, deu.

A partir de hoje, publicarei um post com quatro dessas beldades diariamente, em ordem decrescente. Serão as 40 do expatriated:





Pela Ordem: 40º Audrina Patridge, 39º Kara Tointon, 38º January Jones e 37º Blake Lively

G-Zuis! Tattoo Day!


Une Weekend Parisienne II: E Na Imprensa Européia ...



Por uma "incrível coincidência", no momento em que começava a "guerra eleitoral" no Brasil, com partidários tucanos usando artimanhas que fariam enrubrecer Dick Vigarista, jornais econômicos como o Financial Times passaram a mostrar cenários menos favoráveis e/ou negativos para o futuro do país.

Na contramão, a revista semanal francesa Le Point, conhecida por sua independência editorial, coloca o Brasil na capa e dedica 21 páginas ao que chama de Novo Eldorado.

Várias questões são abordadas para concluir que o país do carnaval pegou o rumo para se tornar a quinta economia mundial em menos de uma década, como a Bio energia, o Pré Sal, a produção agrícola, a BOVESPA como a mais estável bolsa de valores do mundo e a consequente enxurrada de investimentos estrangeiros por conta disso.

De forma completamente diferente do Financial Times, por exemplo, mostra as favelas como um local onde é possível viver com dignidade e não como cenário do filme "Cidade de Deus" Desmistifica isso entrevistando o premiado cineasta Jonathan Nossiter, atualmente produzindo o filme Rio Sex Comedy.

Outra boa reportagem é sobre o "racismo cordial" existente na sociedade. Também sobra espaço para perder com uma matéria sobre Eike Batista, sua fortuna, uma Mercedes na sala de estar de sua casa e, quase metade do texto fala sobre Luma de Oliveira!


Faz ainda, um perfil intitulado "Lula, champion du monde des présidents"  Os dois principais candidatos ao Planalto também são mostrados. Imparcialidade é isso!


Political Update

Como nenhum partido conseguiu maioria no Parlamento para governar, a aposta é em uma coalisão entre Conservadores e Liberais Democratas. poderia soar estranho para alguns a tal união, mas se pensarmos bem o quê são os Liberais senão neo-conservadores a serviço das corporações?



Via BBC Brasil

Grã-Bretanha: conservadores e liberais-democratas 'avançam' em negociações para coalizão
Membros dos partidos Conservador e Liberal Democrata na Grã-Bretanha voltaram a negociar nesta segunda-feira em Londres a formação de uma possível aliança de governo.
Um dos negociadores conservadores envolvidos nas negociações, William Hague, disse que os dois partidos "fizeram avanços" e que "as duas equipes de negociadores estão trabalhando bem juntas".
Hague disse que os líderes dos dois partidos, David Cameron (Conservadores), e Nick Clegg (Liberais democratas), tiveram uma conversa "produtiva e construtiva" por telefone e agora se reunirão com parlamentares de sua própria legenda para discutir a aliança.
É o terceiro dia de negociações entre os conservadores, que saíram das eleições da última quinta-feira com o maior número de cadeiras no Parlamento – mas ainda sem número suficiente para estabelecer um governo –, e os liberais-democratas, terceiros na disputa.
As duas siglas dedicaram horas no fim-de-semana às negociações para chegar a um acordo, preocupados sobretudo com o efeito da falta de definição sobre quem dirigirá o governo britânico sobre a reabertura dos mercados nesta segunda-feira.
Nesta segunda-feira, Clegg pediu paciência aos britânicos, afirmando que os dois partidos querem chegar a um acordo "o mais rápido possível", mas ressalvando que um entendimento deve "resistir ao teste do tempo".
"Aguentem um pouquinho mais e esperamos poder fazer um anúncio completo o mais rápido possível", disse Clegg.
Quatro dias depois da votação, ainda não se sabe quem será o primeiro-ministro do país na nova legislatura.
O atual premiê, Gordon Brown, a quem pela lei cabe o direito de tentar formar uma coalizão, disse que "respeita" o direito dos liberais-democratas de tentar negociar antes uma aliança com o Partido Conservador.

Une Weekend Parisienne I

Na sexta feira peguei a Valentina na escola e fomos, de mala & cuia, para St Pancras International e de lá para Paris. Deixamos para trás uma fria Londres, com clima que parece o fim do inverno e não a metade da primavera, vai entender ...

Chegada na Cidade Luz e clima diferente. Quentinho, iluminado, muito mais agradável. A Anne nos esperava na estação e de lá fomos para o seu apartamento. No caminho, uma parada para olhar a Tour Eiffel. Valentina tinha passado a semana toda falando do monumento e estava excitadíssima em vê-lo. Como chegamos de noite (apesar das luz solar!) e cansados, não tardamos dormir.


Sábado, logo cedo saímos para minha filha visitar a Tour Eiffel e para a Anne foi escolher os móveis para o novo quarto da Valentina, pela ordem. Depois fomos almoçar com Lucas & Méli em um simpático restaurante com mesas na calçada, perto de Les Halles.


Dois Homens, Dois Destinos



Por Adriano Pessini, via Cruz de Savóia

Texto do grande irmão Adriano Pessini produzido para sua coluna de sábado para o  Jornal Agora SP (e gentilmente compartilhado pelo autor com os amigos que por aqui passam).

Os dois têm o mesmo nome, só que um é Luis e o outro é Luiz.

Estudaram no tradicional colégio São Luiz, são economistas renomados, têm 67 anos, já ocuparam cargos de destaque em governos estaduais e federais e, quis a vida, fossem eleitos presidentes de grandes clubes brasileiros praticamente no mesmo período.

As coincidências, porém, parecem parar por aí.

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro acabou com a estagnação que assolava o Santos por causa dos seis mandatos do ex-mandatário Marcelo Teixeira, deu uma revitalizada e uma injeção de ânimo na galera e, apenas pouco mais de quatro meses depois de tomar posse, já pôde comemorar um título, seu time está nas semifinais da Copa do Brasil e vê seu elenco ser avaliado em mais de 100 milhões de euros.

Luiz_Gonzaga_Belluzzo não mudou nada, resolveu manter os mesmo Cipullos e Genaros de outrora e, 16 meses depois, vê seu time ocupar a 11ª posição do Paulista, estar fora da Copa do Brasil e amargar o feito de perder o Brasileiro mais ganho da história do Palmeiras. De quebra, o orçamento está quebrado.

O Luis arrumou um jeito de pagar a vinda e os salários de Robinho. O Luiz atrasa direito de imagem dos seus atletas constantemente. No clube do Luis, sócio vota para presidente. No de Luiz, não.

Por fim, o Luis comprou esse jornal na última segunda-feira para ganhar o pôster de campeão paulista de 2010, enquanto o Luiz não lê esse jornal, pois prefere apreciar Sartre.

domingo, 9 de maio de 2010

Razões Que a Própria Razão Desconhece!

Por Lorena Morais, para o expatriated


O Tito, carinhosamente, me perguntou se eu queria escrever alguma coisa sobre o que vivi ontem no Serra Dourada para publicar no expatriated. Me senti muito honrada com o convite, mas nunca pensei que meu primeiro texto publicado em um blog seria assim, doloroso. Sempre quis publicar algo sobre um jogo do Palmeiras no Serra, a emoção da espera, a madrugada em aeroporto, tarde de sol quente(e por aqui ele é quente pra caralho) em treino...queria poder falar do quanto é bom ser apaixonada pelo Palmeiras, do orgulho dos guerreiros que entram em campo, defendendo nosso escudo. Mas não posso, porque o grupo de “guerreiros” que anda vestindo meu manto sagrado é uma manada desorganizada, que não sabe cruzar, não sabe tocar bola, não chuta pro gol, não sabe bater pênalti e deixa tudo por conta de um Santo.



Se eu tivesse a coragem do Seo Cruz, mandaria um: VAI TOMAR NO CU, PALMEIRAS! Mas tem coisa que só o Cruzão faz por você.

Passei duas semanas em contagem regressiva (por Orkut, MSN, Twitter, Facebook e tudo mais que houver neste mundo informatizado); fui a 3ª pessoa (1ª palmeirense) a adquirir o ingresso; comi as unhas, comi tudo que tinha em casa na véspera do jogo, de tanta ansiedade; fui pro jogo com febre, dor no corpo, garganta inflamada, mas me mantive firme e forte, porque me lembrei que passo 364 dias por ano (todo ano), esperando o Palmeiras jogar aqui, pra ficar perto dele 90 míseros minutos. Eu sempre choro quando os “guerreiros” entram em campo e me acabo quando vejo nosso Santo caminhar rumo à nossa torcida. Isso, pra nós goianos, que estamos longe do Palestra e para alguns (como eu) que nunca foram a São Paulo, é inenarrável, é grande, é glorioso.

Mas ontem, não era meu Palmeiras que estava em campo, não posso acreditar que era aquilo, aquela manada, vestindo minha camisa. Vi um Armero correndo pra caralho, mas também errando passes, vi um Lincoln querendo jogar, vi até o Pierre sendo expulso, vi um Santo puto da vida, pagando geral e vi uns filhos da puta errarem mais pênaltis que minha avó hipertensa.

Ontem quando cheguei do Serra, abri o Twitter e li 'Atlético Goianiense' no TTBr. Sabem quem é Atlético Goianiense? É um time do bairro mais antigo de Goiânia, é um time que só ganha estadual ou nem isso; é um time que tem suas cores e seu escudo inspirados em bambis e flamerdas. Foi pra isso, pra essa merda que meu Palmeiras perdeu. O Palmeiras foi pequeno e tive que engolir uma torcida insignificante chamando-o de timinho, de eliminado e com razão.

Durante a semana, li alguns blogs falando mal do Atlético-Go, alguns até generalizaram e transformaram todos os goianos em atleticanos. Fomos chamados de 'cidade de interior', de 'caipiras' e pasmem, até de 'candangos'. Ficaria aqui dando uma aula de história para esclarecer o que é um goiano e um candango, porém prefiro evitar a fadiga. Devo lembrar que ontem o Serra estava cheio de palestrinos, alguns de sampa, claro, mas a grande maioria de goianos e de toda parte do estado. O Serra Dourada estava cheio de 'caipiras' cantando, gritando, rezando e sofrendo pelo Palmeiras, inclusive a baixinha que vos escreve.

Quando o jogo acabou, fiquei pensando:' será que este Palmeiras aí enxerga os goianos como alguns de seus torcedores paulistas? Será que para ele nós somos um bando de caipiras sem uma gota de sangue italiano e por isso não merecemos torcer por ele ou ver um belo jogo, com vitória e uma classificação?'.

Esta pequena caipira aqui, ama o Palmeiras e lamenta não ser correspondida. Me senti ofendida e desrespeitada. O Palmeiras é meu marido e ele me traiu; me deixou sentada na arquibancada sozinha, chorando muito. Como dizemos por aqui: 'chorei que nem puta largada'. Senti por todos meus queridos amigos paulistas que me desejaram 'bom jogo', 'torça por nós, Loh', 'volte classificada'...chorei por cada um deles. Eu gritei, eu torci, eu cantei, xinguei o juiz, ajoelhei na na hora dos pênaltis e nada. Os guerreiros estavam mortos em campo e o Santo fez o trabalho dele muito bem feito, como sempre. Só que este time precisa de mais de um santo, precisa de toda providência divina pra se salvar e salvar os corações de seus devotos torcedores. Este time precisa de 80 chibatadas em praça pública, precisa de uma diretoria de verdade, de um presidente com sangue nos olhos.

Sabem, eu sou uma caipira frouxa e chorei muito naquela arquibancada. Chorei porque chamaram meu Palestra de timinho, chorei porque ele foi eliminado, chorei porque o Palmeiras perdeu o respeito, chorei por medo dos próximos confrontos. Eu chorei tanto que nem a eliminação dos gambás me fez esquecer. Afinal, era previsível. Gambá e Libertadores é utopia. E zoar gambá ontem, seria como chutar cachorro morto.

Respondi ao Tito que gostaria de escrever pro expatriated, com muita honra, mas só conseguiria falar sobre minha dor. Ontem o Palmeiras me machucou tanto que até hoje dói. Nada grave. Só dói quando eu respiro.

Nota expatriated: Na aula de quarta-feira tive a idéia de pedir para a Loh escrever sobre a experiência dela no Serra Dourada. Imaginava um texto cheio de alegria com a classificação Verde, ainda que com o futebolzinho que o time anda jogando.

Infelizmente não foi o caso. Ficam as palavras de uma torcedora de muito longe e que ama incondicionalmente o Palmeiras por uma daquelas coisas do coração. Razões que a própria razão desconhece.

Depois, por minha viagem para Paris e pelos problemas de fuso horário, sempre brincamos que eu sou o Sol e ela a Lua, a publicação foi adiada para hoje. De qualquer maneira, mesmo após alguns dias e até de outro jogo, suas palavras têm o mesmo efeito. são um sincero desabafo sobre o descalábrio que se abateu sobre o time do nosso coração.

Mesmo assim, fico feliz de postar pela primeira vez um texto de outra pessoa, mas escrito para o expatriated. Este ano o Palmeiras irá jogar mais duas vezes em Goiânia e a Loh estará lá, com certeza. Espero que, da próxima vez que nossa linda colaboradora aqui escrever, a história seja diferente.  O convite já está feito!

Valeu Loh!
         

Atualização


Passei o final de semana em Paris. Levei a Valentina para visitar a mãe e para ela ir se familiarizando com a sua próxima morada. foi bem bacana e adoraria escrever mais, só que o sono é grande.

Então, deixo minha seleta audiência com o belo texto, da não menos bela Loh, sobre o Palmeiras em Goiânia. 

A partir de amanhã, capricharei na atualização do expatriated.