Ontem, depois do jogo fiquei ainda uma hora acordado, papeando no Twitter e tentando entender o que se passa em Palestra Italia. Fui dormir sem respostas. Hoje, pelo menos, entre o despertar e este instante, consegui concluir alguma coisa.
Se a analogia é com o pastelão teatral, os grandes protagonistas, por mais que tentem encobrir os fatos, têm nome e sobrenome: Gilberto Cipullo, Savério Orlandi, Genaro Marino e Toninho Cecílio, o Quarteto Fantástico do departamento de futebol profissional do Palmeiras.
Dando uma passada pelos sites verdes, minutos antes de começar a escrever, encontrei uma opinião muito parecida com a minha, vinda de Vicente Criscio, no 3VV (Terceira Via Verdão):
"Vamos falar de desempenho. A atual Diretoria de futebol do Palmeiras está há três anos comandando o futebol profissional e as categorias de base. Junto com o parceiro badalado - Traffic - está há dois anos.
E em três anos ganhou um campeonato paulista. E perdeu um monte de outros títulos. Tivemos 4 técnicos (se contarmos também Jorginho) e montamos três times e desmontamos dois times. Provavelmente vamos desmontar mais um. Isso se a Diretoria não mandar o treinador embora.
Recentemente o Gerente de Futebol Toninho Cecílio mostrou um gráfico para representantes de sites e blogs palmeirenses em que mostrava a evolução do Palmeiras no campeonato brasileiro de 2007 e 2008, comparando com 2006 e antes. Aquele gráfico serviria para o São Caetano, Atlético MG, Botafogo, menos o Palmeiras."
A incapacidade de gestão dessa turma salta aos olhos! Em 2008, contando com o aporte financeiro da Traffic, deixaram Luxemburgo, o Professor Pardal, deitar e rolar. Após a conquista do Paulista entregaram completamente o DF ao treineiro que, vaidoso como só, sentiu-se ofuscado pelo maior ídolo da torcida e ordenou sua venda. Rapidamente foi atendido.
A equipe cumpria um bom campeonato brasileiro e de uma hora para outra, virou o fio. De aspirante ao título terminou o ano com a vaga na pré-Libertadores e com as calças na mão. Grande fiasco!
Em nenhum momento a Torcida Que Canta E Vibra sentiu qualquer tipo de cobrança da diretoria sobre aquele time. Simplesmente deixaram tudo com Luxa e deu no que deu. Para safarem suas caras e a do estrategista, entregaram aos leões alguns jogadores e o time foi reformulado.
Começaram o novo ano como as estrelas da sala de imprensa da Academia, não faltaram discursos e venda de esperanças. Como na piada do cara que vende a mãe e não entrega, terminaram mais um ano de forma melancólica.
Além de péssimos administradores, mostraram sua faceta mais sórdida ao se esconderem depois das declarações corajosas e bombásticas de Belluzzo. Nenhum membro da diretoria de futebol teve coragem de enfrentar os holofotes e os microfones junto com o presidente que só viu sua grita reverberar nas arquibancadas.
Ao final do jogo de ontem, Cipullo correu para frente das câmeras e, como no ano passado, já entregou duas cabeças na bandeja. Dar as caras nos treinamentos, chamar jogador que encostou o corpo e/ou baladeiro na chincha? Nem pensar.
Acontece que, o Palmeiras não perdeu o título ontem e sim depois da vitória sobre o Santos. algo de podre ocorreu após aquele jogo e os gestores foram incapazes de solucionar. o Triênio do Quarteto Fantástico finda com mais um ano completamente jogado no lixo. Eliminações para Santos e Nacional e perda do título nacional para nós mesmos.
Se os bananas deixaram o barco à deriva, a boleirada também não pode passar impune. Nitidamente, vários jogadores fizeram corpo mole, não honraram a camisa que vestem ou os salários que recebem.
Esse é o lado perverso das parcerias. Profissionais de merda que pouco se importam com o clube que estão representando no momento, não lutaram pelo título com dignidade.
Agora terão que correr dobrado para classificar o clube, pelo menos, em quarto lugar. Não o fizeram em respeito à torcida que lotou o Palestra que, se fez presente em todos os estádios no Brasil e os apoiou incondicionalmente. Então que façam agora por medo de apanhar. Após o próximo jogo, prometo uma análise mais aprofundada dos jogadores. Mas, reparem na barriga do Diego Souza, isso é corpo de atleta?
O último ato, a cena patética protagonizada por Obina e Maurício além de comprovar a desunião do elenco, o descaminho na trajetória e a falta de comprometimento de alguns. Foi, acima de tudo, uma profunda falta de respeito para com as tradições do clube e para com a torcida.
Fechadas as cortinas, a responsabilidade agora é da platéia. se ficarmos estarrecidos e calados, vamos assinar o atestado de otários. Temos que cobrar esse bando de mercenários de forma contundente, antes durante e depois do jogo contra o Atlético Mineiro, pois a última rodada será jogada no Rio e, depois desse jogo, podem acreditar que vai ter gente que não volta nem para limpar o armário, igual a Bonek9 que, no final, vai ser o exemplo mais bem acabado desse elenco.