terça-feira, 8 de junho de 2010

Momento G-Zuis de Hoje: by @DivinoBlog

Tá Frio!
Tattoo(adas)



Cachorro Quente Francês

Ontem, antes de pegar o caminho da roça, almoçamos em uma simpática brasserie na Avenue Victor Hugo, no 16eme. Eu pedi um hot dog. A releitura gaulesa do sanduba inglês (sim, foi criado por aqui e não na Disney) vale a pena.

Podem ter certeza, é diferente. O pão é uma baguette, claro. Com duas salsichas dentro e coberto com queijo ementhal derretido. O tamanho, destoa da maioria dos minúsculos pratos servidos lá, é jumbo. Coloquei um maço de cigarros no prato para dar a real proporção.


Trânsito & Chuva ...

... Definitivamente, eu voltei para Londres!

Frase do dia

"Houve a oficialização da ganância. Os especuladores receberam bilhões dos bancos centrais. O processo se repete agora na Europa e ninguém está gostando de ver esse cassino em que os jogadores nunca perdem. Isso pode destruir o sistema"
Oliver Stone

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Muguegada Sulafricana: 6 Belos Motivos Para Prestigiar a Copa da África do Sul






100 Vuvuzela !!!!

Piada Pronta!

Morgan 4-4

Achei um puro sangue inglês perdido em uma garagem de Paris. Trata-se de um Morgan 4/4. Não é possível saber a idade, já que o modelo, lançado em 1936, ainda está em produção. Contudo, esse tem placa preta, o que lhe confere o título de antiguidade.

O belo tem passado cinematográfico. Estrelou, ao lado de Mickey Rooney, o filme The Big Wheel, de 1949.


Preguiça!

Cheguei de Paris acometido de uma nhaca miserável. Tentarei lutar contra e escrever algo ainda hoje ...


sábado, 5 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

C'est Vendredi, Merci Dieu !!!


Vivemos um belo dia de primavara. Como já cantava Lola: "O sol está lindo, brilhando lá no céu, e viva meu amigo que é doce como o mel". Hora de fazer as malas e levar a Valentina para visitar a mãe. E lá vamos pegar o Eurostar para mais um weekend in Paris. As postagens do final de semana estarão prejudicadas. Voltaremos a nossa programação normal na segunda feira, sete de junho.


Muguegada: Thank God It's Friday

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Asno

Através desses quase dois anos de expatriated tive oportunidade de conhecer virtualmente muitas pessoas. Algumas vezes isso se materializa. No final de 2009, em minhas férias no Brasil, pude conhecer vários blogueiros verdes como o O Ademir & família, a Carol Santos e o Seo Cruz.

Hoje seria o dia de mais um desses encontros. O Renato está vivendo no Reino Unido desde o começo do ano, mas nunca tivemos chance de beber umas juntos. Contudo o amico estava de passagem por Londres e tinha umas duas horas para uns gorós e para lamentar torcermos para um time cujo manda-chuva é Gilberto Cipullo. Timing perfeito. Era o tempo certo até eu ir para a faculdade. Tudo ficou meio combinado para o pub da estação de Paddington, só faltava acertar o horário.

Durante minhas modorrentas tarefas diárias, Renato ligou. Enquanto definíamos o ponto de encontro, a bateria do meu celular acabou. Parti para Paddington, sete estações de metrô, na Bakerloo Line.

Quando cheguei me dei conta de que não conhecia o rapaz. Não sabia que cara tinha, tampouco havia como me comunicar, já que com o celular morto, a minha agenda estava indisponível. Andei um pouco pela estação e desisti, seria como procurar uma folha em uma floresta. Voltei para o metrô com cara de idiota e fui para a faculdade.

Quando cheguei, pedi para o moço da secretaria um cabo de dados e com ele pude ligar meu telefone. Mandei uma mensagem de texto para o Renato me desculpando. A resposta me desconcertou. Foi algo como:

- Que pena, esperei no pub. Estava com a camisa 3 do Palmeiras! 

PQP! Porque não pensei nisso?

No Limite Da Irresponsabilidade

Por Izaías Almada, via Escrevinhador

Há qualquer coisa de sinistro na figura do candidato José Serra. Não digo isso com qualquer intenção de atacar gratuitamente um candidato à presidência da República, nem para fazer coro com os que, com ou sem razão, tentam desprestigiá-lo. Devo confessar que nunca prestei muita atenção ao homem público José Serra, mas desde que ficou evidente a sua obstinação em ser um dia presidente do Brasil, obstinação cada vez mais acentuada nos últimos anos, tornou-se impossível não acompanhar algumas das suas falas, das suas atitudes ou mesmo de seus atos como administrador. É o mínimo que um eleitor pode e deve fazer.

O fato de um dia ter sido considerado um homem de esquerda e hoje construir o seu discurso mais ao gosto do conservadorismo de vários matizes não é o que mais impressiona. A História está cheia de exemplos de pessoas que passaram de um extremo ao outro no arco da ideologia e de sua representação em termos de política partidária. Temos no Brasil dois exemplos emblemáticos dessa migração de ideias ou de ideais, para ser mais preciso: Carlos Lacerda e Dom Helder Câmara. 

Não. O que verdadeiramente impressiona e chama a atenção no atual candidato do PSDB à presidência, nesses últimos oito anos, pelo menos, é a dissintonia existente entre o que fala, como age e o que faz com os cargos políticos que ocupa ou aspira. Inventa dados (algumas entrevistas sobre economia), distorce fatos (entrevistas sobre enchentes em São Paulo), acusa sem provas (diz que o governo da Bolívia facilita o envio de cocaína para o Brasil), mente (sobre completar o mandato na prefeitura de São Paulo), age às escondidas (os blogs de baixaria contra a candidatura de ministra Dilma Roussef) e – o que me parece bem grave – quando confrontado com um dado concreto da realidade, como a epidemia da gripe suína, por exemplo, faz categóricas afirmações destituídas de um mínimo de conhecimento sobre o qual foi questionado, beirando ao ridículo (Serra afirmou em entrevista que para se evitar a gripe suína bastaria a pessoa não ter contato muito próximo com os porquinhos).

A tal ponto José Serra vai se enveredando por um caminho político tortuoso, que já é possível identificar aqui e ali alguns sintomas do seu destempero. Um jornalista equilibrado como Luiz Nassif assim se expressou recentemente em seu blog: “Serra tem um monte de defeitos, mas o que anda dizendo não bate com seu histórico. Sempre foi um sujeito cartesiano, dono da boa opinião. Por tal, entenda-se a capacidade de assimilar conceitos inovadores divulgados pela mídia. Nunca foi de se aprofundar em nenhum tema, de assimilar nenhum conceito mais complexo – não por falta de capacidade, mas de gosto. Fora os temas das contas públicas – para os quais tem dois excelentes professores, o José Roberto Afonso e o Mauro Ricardo e de comércio exterior – não se conhece uma área em que tenha aprofundado os estudos. Mas o que anda dizendo, o linguajar chulo, as bobagens diplomáticas não batem com seu histórico de sujeito racional.”

Nassif é um homem educado, vê-se logo. Deve saber muito bem o que está falando nas linhas e nas entrelinhas. O assessor presidencial Marco Aurélio Garcia afirmou ainda que Serra “deveria ser mais prudente” em suas declarações, que não são compatíveis com as suas “aspirações” ao cargo de presidente.

Colocado no palco da disputa eleitoral mais importante da sua vida, o que não é segredo para ninguém, a impressão que fica é a de que José Serra tem mais ambição do que competência. Tem mais vontade do que discernimento. Não é um homem preparado para a função que almeja, ao contrário do que prega. E aqui volto à abertura do artigo, o lado sinistro de Serra. Por quê toda essa obsessão em fazer uma coisa para a qual não está preparado. O que Serra pensa? Qual sua visão do mundo atual? Qual seu programa de governo? Perguntas simples, mas que cada vez mais se tornam difíceis de serem respondidas pelo candidato da oposição.

José Serra parou no tempo. Vive, para dizer o menos, nos anos 80 e não percebeu que o mundo mudou de século. Que o Brasil mudou de norte. Que a vida se faz com alegria e entrega, com solidariedade, e não com acusações e cara amarrada. Com respeito e não com inveja. Serra representa um retrocesso perigoso para um país que, a duras penas, vai tentando organizar sua economia e aplicar melhor seus recursos em programas sociais. Quem insiste em não enxergar esse quadro, como Serra, está no limite do suicídio político, pois não distingue a realidade dos seus desejos interiores.

Parafraseando um ilustre membro do governo FHC durante a entrega de boa parte do patrimônio nacional às empresas privadas nos oito anos de seu mandato: José Serra está no limite da irresponsabilidade.

Nem G-Zuis! Salva

Não está adiantando. Nem a muguegada Palmeirense faz o bando de bundões se animar. O time que anda jogando de verde, mostra no máximo uns quinze minutos de futebol e depois é só toquinho para o lado, burocratas da bola esperando o tempo passar. No final, contentes com um ridículo empate, acabaram levando o castigo do safado de tranças.

São Marcos resumiu bem a situação. Temos um time fraco e não é o Gladiador que vai torná-lo mais competitivo. No máximo vai somar para fugir do rebaixamento. E eu completo; O interino é um completo tonto que não tem a menor idéia do que está fazendo ali.

Enquanto isso, o responsável pela chegada de Kléber perdeu o braço-de-ferro com Cipullo que continuará fazendo suas cagadas, cada vez mais firme e forte. Pelo menos, teremos só mais um jogo e depois um mês até o recomeço do sofrimento, pois com essa turma não tem milagre que resolva.

Mugueguada de Terça, Só Na Quinta !!!

Então vai tudo junto !!!






quarta-feira, 2 de junho de 2010

Vai Palestra!

Começou ...

Na grande imprensa, o processo de relativizar os crimes cometidos pelo governo de Israel. Aceitar a teoria de que os ativistas, civis e destreinados conseguiram fazer frente, espancar e desarmar soldados de uma das mais bem preparadas unidades militares do mundo é uma pataquada sem tamanho.

O fato de um órgão de imprensa como a BBC divulgar como verossímil a versão oficial é nojento e mostra qual será a postura das grandes potências em relação ao seu aliado. Nem um mísero tapa na bunda, só um tapinha, daqueles cheio de cumplicidade, nas costas.

"Análise: O que deu errado na operação para interceptar navios rumo a Gaza?
Paul Reynolds - Analista para Assuntos Internacionais da BBC News

Muitos em Israel e no resto do mundo concordam que, justificada ou não, a operação para interceptar a frota de navios que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza deu muito errado.

No jornal israelense Haaretz, um colunista declarou: “Meu filho de seis anos teria se saído muito melhor do que nosso atual governo”.
Então, o que deu errado?

A operação aconteceu a 60 km da costa de Gaza, em um ponto que fica 40 km distante do limite formal estabelecido por Israel para o bloqueio marítimo que o país mantém em torno da Faixa de Gaza.

Um bloqueio marítimo é um recurso legítimo segundo leis internacionais. Ele precisa ser justificado (Israel diz que, sem ele, o grupo Hamas poderia importar armas), precisa ser declarado formalmente (e foi) e precisa ser implementado (como de fato está).

Ao interceptar a frota fora do limite demarcatório do bloqueio, Israel correu o risco de ter sua ação questionada segundo a lei internacional, mas isso é discutível.
Israel argumenta que a frota pretendia, claramente, furar o bloqueio. De fato, durante as formalidades que marcaram o início da operação, ao receber, por rádio, ordens de parar, o navio que liderava a frota disse aos israelenses que seu destino era Gaza.

Cinco dos seis navios que integravam a frota pararam, mas o principal, Mavi Marmara, seguiu em frente.

“Inesperado”
Os avisos, como se esperava, foram ignorados. Então, Israel decidiu usar a força.
Para a operação, os israelenses usaram parte de sua força especial marítima, a Frota 13, com helicópteros e lanchas.
Há discussões em Israel se essa teria sido a unidade correta a ser usada. Ela foi treinada para combate, não para controle de multidões.

Até o momento, o melhor relato do que realmente aconteceu veio de Ron Ben Yishai, repórter do jornal israelense Yediot Achronot, testemunha ocular dos acontecimentos.
Ele diz que o plano era desembarcar um grupo no deck superior, invadir a ponte e tomar o controle do barco. A previsão, ele relata, era de que passageiros apresentariam “resistência leve e possivelmente alguma violência pequena”.
Segundo o jornalista, os soldados foram orientados a confrontar os manifestantes verbalmente, usar táticas de controle de massas e armas de fogo apenas para salvar suas próprias vidas.

Entretanto, à medida que as primeiras tropas desembarcaram, uma por uma, “o inesperado aconteceu. Os passageiros (...) pegaram bastões, cacetetes e estilingues com bolinhas de gude, atacando cada soldado que desembarcava”.
Você pode ver um pouco do ocorrido em um vídeo feito pelos israelenses.
Soldados que descem no deck são atacados, um a um. Um manifestante segurando um cacetete está vestindo uma máscara contra gás. Outros vídeos divulgados pelos israelenses mostram estilingues, bolinhas de gude, barras de metal e uma faca retirada do barco após a operação.

“Os manifestantes atirara”
Ron Ben Yishai menciona o uso, pelos soldados, de armas de paintball. No vídeo, você pode ver um deles, em perfil. Segundo o repórter, essas armas não foram efetivas.

Eu me pergunto se era mesmo tinta o que havia dentro delas, ou alguma outra substância, mas de qualquer forma, não funcionou.
As tropas não foram capazes de invadir a ponte como planejado e uma segunda leva foi despachada de outro helicóptero. Nesse ponto, cerca de 30 ativistas confrontavam 30 israelenses no deck.

Mas algo mais sério estava acontecendo. O repórter declara que os manifestantes “tentaram pegar as armas (dos soldados)”. Eles conseguiram pegar uma pistola, ele diz, quando um soldado, visto no vídeo, foi jogado do deck superior para o inferior.
Os soldados, que tinham começado a usar bombas de efeito moral, pediram permissão para usar suas armas de fogo. A permissão foi concedida.
Isso, entretanto, não é visto no vídeo. Ele é interrompido no momento exato em que um soldado aponta sua arma na direção dos manifestantes.
Me pergunto o que aconteceu depois. Por que o vídeo parou ali?
Os israelenses dizem que os militantes conseguiram se apoderar de duas pistolas e devem tê-las usado, já que os pentes estavam vazios quando as armas foram encontradas.

Ben Yishai também menciona um relato, por um dos membros da tropa, de que os israelenses teriam atirado em alguém que segurava um rifle. Até agora, nenhum rifle foi visto.
Yishai disse que dois soldados foram feridos após, aparentemente, “desordeiros terem atirado contra eles”.

Dúvidas
O que não está claro até agora, é por que tantos morreram e em que circunstâncias. Teriam morrido todos no deck? Em um grupo ou um a um?
Não se pode ver nada disso no vídeo e me pergunto se existiria algum registro, em vídeo, dos acontecimentos. E, caso exista, por que não foi divulgado.
O repórter diz que as tropas atiraram contra “as pernas dos desordeiros”. Pode ter sido, mas algo mais deve ter acontecido.
E, claro, não ouvimos relatos de testemunhas entre os militantes, especialmente os feridos.

Ron Ben Yishaidisse que as forças israelenses cometeram dois erros. Subestimaram o grau de resistência e falharam ao não tê-la vencido de cima, usando gás lacrimogênio e bombas de efeito moral antes de entrar no barco.

Até esse momento, em Israel, a avaliação geral é de que as tropas estavam despreparadas e em número insuficiente.
Foram colocadas em uma posição na qual não tiveram outra opção senão abrir fogo. Esta não é uma boa posição para um comandante colocar seus subordinados. Daí as críticas ouvidas em Israel.

Também está claro que os israelenses tinham poucas informações sobre o que estava sendo preparado no navio.
A história lembra o ataque britânico contra o Êxodus, um navio carregando refugiados judeus que, em 1947, tentou romper o bloqueio naval britânico em torno da então Palestina.

Naquele incidente, também, as tropas invasoras subestimaram a resistência, apelaram para a força e três passageiros acabaram morrendo.
O caso contribuiu para enfraquecer o domínio britânico sobre a Palestina e aumentar o apoio a um Estado Judeu."

Fica o registro de que a maior parte das companias de cruzeiros marítimos usa ex oficiais da tal "Frota 13" para fazer a segurança de seus navios. Deve ser por eles adorarem apanhar de gente comum!

Vale destacar, contudo a correta postura do comentário de Robert Fisk do Independent, feita ontem e publicada no Vi o Mundo:


"Políticos ocidentais, covardes demais para ajudar a salvar vidas
Por Robert Fisk, The Independent, UK, tradução de Caia Fittipaldi
Verdade é que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos.
Israel perdeu? A guerra de Gaza de 2008-09 (1.300 mortos) e a guerra do Líbano de 2006 (1.006 mortos) e todas as outras guerras e, agora, a matança da madrugada da 2a.-feira significam que o mundo afinal decidiu rejeitar o mando de Israel? Não esperem tanto. Mas, sim, algo aconteceu.
Basta ler a desfibrada declaração da Casa Branca – que o governo Obama estaria “trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia”. Condenação? Nem uma palavra. E pronto. Nove mortos. Mais uma estatística, na matança no Oriente Médio.
De fato, não, não é só mais uma estatística.
Em 1948, nossos políticos – norte-americanos e britânicos – atacaram Berlim. Uma população esfaimada (nossos inimigos, havia apenas três anos) estavam cercados por exército brutal, os russos, que haviam cercado a cidade. O levante do cerco de Berlim foi um dos momentos altos da Guerra Fria. Nossos soldados e aviadores arriscaram e deram a vida por aqueles alemães mortos de fome.
Parece incrível, não é? Naqueles dias, nossos políticos decidiam; muitas vezes decidiram salvar vidas. Os senhores Attlee e Truman sabiam que Berlim importava, tanto em termos morais e humanos quanto em termos políticos.
Hoje? Gente comum – europeus, norte-americanos, sobreviventes do Holocausto – sim, sim, santo Deus! Sobreviventes dos nazistas! –, os que decidiram viajar até Gaza, porque seus políticos e governantes os abandonaram, falharam, fracassaram.
Onde estavam os políticos e governantes na madrugada da 2ª-feira? OK, ok, apareceram o ridículo Ban Ki-moon, a declaração patética da Casa Branca e o caríssimo Sr. Blair, com cara de “profunda lástima e choque ante a tragédia de tantas mortes”. Mas… E Cameron? E Clegg?
Em 1948, claro, teriam ignorado os palestinos, não resta dúvida. Há aí, afinal, uma terrível ironia: o levante do cerco de Berlim coincidiu exatamente com a destruição da Palestina árabe.
Mas é fato irrecusável de que os muitos, gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem, são os que hoje tomam as decisões que mudam o curso dos acontecimentos. Nossos políticos são desfibrados, sem espinha dorsal, covardes demais, para decidir as decisões que salvam vidas. Por quê? Como chegamos a isso? Por que, ontem, não se ouviu palavra saída da boca de Cameron e Clegg (dentre outros, claro)?
Claro, também, sim, que se fossem outros europeus (ora essa! Os turcos são europeus, não são?) os metralhados naqueles barcos, por outro exército árabe (ora essa! O exército de Israel é exército árabe!), então, sim, haveria ondas e ondas de indignação e ultraje.
E o que tudo isso diz sobre Israel? A Turquia não é aliada muito próxima de Israel? E, de Israel, os turcos recebem o que receberam? Hoje, o único aliado que restava a Israel, no mundo muçulmano, fala de “massacre” – e Israel parece não dar qualquer importância ao que diga a Turquia.
Israel tampouco deu qualquer importância quando Londres e Camberra expulsaram os diplomatas israelenses, depois de Israel forjar passaportes britânicos e australianos, para, com eles, perpetrar o assassinato do comandante Mahmoud al-Mabhouh do Hamás. Tampouco deu qualquer importância aos EUA e ao mundo, quando anunciaram a construção de novas moradias exclusivas para judeus em terra ocupada em Jerusalém Leste, durante visita de Joe Biden, vice-presidente dos EUA, aliado-supremo, a Israel. Se Israel não deu qualquer importância a esses aliados, por que daria alguma importância a alguém, hoje?
Como chegamos a esse ponto? Talvez porque já nos tenhamos habituado a ver israelenses matando árabes; talvez os próprios israelenses tenham-se viciado em matar árabes, até cansarem. Agora, matam turcos. E europeus.
Alguma coisa mudou no Oriente Médio, nas últimas 24 horas – e os israelenses, se se considera a resposta política extraordinariamente estúpida, pós-matança, não dão qualquer sinal de ter percebido a mudança. O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos não têm o que dizer, hoje. Só os políticos estão calados."

De Botucatu Para O Mundo

Nosso parceiro de NCDJ, o @rodriguescrf entrou na pauta do Globoesporte.com com suas montagens para a nova Camisa do Palmeiras! Graças a O2, eu perdi a brincadeira!


Engraçado é que o site das Organizações Globo não dá o devido crédito ao autor, ao invés disso, coloca "reprodução". A partir de hoje farei o mesmo com as imagens que chupar de lá.

Valeu Carlinhos!

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Em dois anos em Londres, o único trabalho que arrumei foi a figuração em um filme. Minhas experiências  no set estão aqui e aqui. Por isso, sou grato a produção e ao diretor Noel Clarke pela oportunidade.

Apesar da película não ser lá grande coisa, vale o registro do trabalho de um dos mais promissores talentos do cinema mundial. Não, não estou escrevendo sobre Clarke, é sobre mim! KKK Para quem estiver no Reino Unido a chance de ver minha incrível performance cinematográfica começa hoje!



Um Dia Sem Conexão

Deve ter sido praga do Sapo Boi. Passei a noite de ontem e quase todo o dia de hoje sem internet. Agora que a O2 resolveu voltar a trabalhar posso atualizar o blog. 

Não sei se conseguirei lembrar de todos os assuntos que tinha para escrever e antes que essa porra caia outra vez, já providenciei o kit tira kizumba!


terça-feira, 1 de junho de 2010

Prestação de Serviço

Depois de mais uma retumbante tunda na noite de ontem, o expatriated humildemente oferece para Mustafá, Piraci e sua turma alguns links úteis: