sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Uns Com os Olhos, Outros Com as Remelas

915,680 (Alexa Traffic Rank) - 14,510 (Traffic Rank in BR) - 40 (Sites Linking In)

Enquanto o Tijolaço de Brizola Neto comemora sua merecida performance na rede, com números cada vez mais expressivos, segundo o alexa.com. O expatriated pode ser orgulhar de, ao menos, estar catalogado e, no momento, ostentando a 13,062,407 posição. Obrigado à audiência!



Graphic Design Classes

Jo, a professora, disponibilizou no servidor da faculdade, algumas fotos da última aula do ano passado. Acredito que serve como uma boa amostra do espírito do curso. Criação, produção e apresentação:



Ano Novo, Larápio Velho!



Não assisti ao jogo, só os melhores momentos e, pelo que vi, o meliante de mão cheia, PC Oliveira continua tendo tesão em roubar o Palmeiras.

Dois pênaltis, na primeira etapa e um gol completamente irregular do time caramujo. Pelo jeitão da coisa, a associação entre o megalômano prefeito de Presidente Prudente com o timinho de aluguel possui forte influência nos bastidores da FPF.

Azar do futebol ...


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Brixton Proposal

By Ben Phillips, via http://benphillipsphoto.blogspot.com

Back in December my brother-in-law called me up and asked if I wasn't busy whether I'd mind being in Brixton that coming Friday to take some photographs of him and his girlfriend Sarah on their way to work, and without her spotting me.

All he told me was that he'd arranged for the The Fridge nightclub and Ritzy cinema to display something special on their boards that morning.

The photos tell the rest the of the story. (Except that they didn't go to work that morning - he'd arranged a trip to Paris for the weekend instead).


All images © copyright Ben Phillips Photography

Atentado Cultural ou Como o Futebol Está Ficando Muito Chato

Por Barneschi, via Forza Palestra


É possível definir a palavra cultura como sendo um conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos e costumes que distringuem um grupo social. É possível também aplicar a ela o significado de complexo de atividades, instituições e padrões sociais ligados à criação e difusão de, digamos, uma atividade esportiva. A junção de tantos sentidos permite afirmar que o futebol tem a sua cultura e, mais que isso, que o torcedor de futebol tem a sua cultura.

Reside aí o grande problema do futebol brasileiro desses nossos dias tão restritivos: uma meia dúzia de filhos-da-puta-de-gravata (deixemos o puritanismo e os eufemismos de lado ao menos por um instante) decidiu se apoderar da cultura do futebol, imaginando que ela poderia ser moldada aos seus interesses financeiros.

Mas, afinal, quem são os filhos da puta?

Ah, eles são muitos. Dirigentes de clube, presidentes de federação, políticos, empresários, agentes de jogadores, jornalistas, procuradores, promotores, juristas, advogados em geral, apresentadores de TV, comentaristas, proprietários de veículos de comunicação, donos de empresa, marqueteiros idiotas, burocratas os mais diversos etc.. Os senhores devem ter notado que nem todos usam gravata. Mas todos, sem exceção, são filhos da puta.

Eu bem iniciei o ano tentando maneirar no tom crítico deste blog, de modo a torná-lo menos ácido, mas os filhos da puta têm se esforçado (ainda que por interesses escusos) bem mais do que eu. Logo, não dá pra deixar de ser ranzinza.

Chegamos então, depois de tanta tergiversação, à motivação deste post: os seguidos ataques contra a cultura do futebol. Que fique claro que eles são muitos e a cada dia mais duros, mas uns incomodam mais do que outros, e despertam em qualquer torcedor de futebol (excluo aqui os simpatizantes) uma ira que beira o incontrolável.

Começo pelo mais detestável de todos os atentados praticados contra a cultura do futebol: a sua equivalência a práticas de entretenimento. É aquele papo furado segundo o qual “futebol é espetáculo”. Há muitas maneiras de dizer isso, todas elas tentando equiparar o esporte a uma peça de teatro ou a qualquer tipo de evento sócio-cultural. Desistam, filhos da puta: o torcedor (aquele que vai ao estádio) nunca vai encarar o futebol como um espetáculo ou como uma forma de entretenimento. O futebol é qualquer coisa, menos isso.

Os que tentam fazer essa comparação são logo aqueles que buscam conferir ao torcedor a condição de consumidor. São aqueles que tentam fazer crer que “futebol é business” (o que interessa é o dinheiro). Estão cometendo um atentado dos mais graves contra a cultura do esporte e do torcedor. São assassinos do futebol.

Da ação direta desses filhos da puta decorre uma série de variantes malignas, como a proliferação do pay-per-view, a ostentação do conceito de torcedor-de-sofá, a entrada avassaladora de certas empresas predatórias no futebol, a campanha de demonização das torcidas organizadas e, a pior parte, a repressão desmedida nos estádios de futebol, com ápice em São Paulo, onde hoje se proíbe de tudo, de bandeiras a pedaços de papel.

Dia após dia, o torcedor neste país é obrigado a conviver com notícias que atentam contra a cultura do futebol. O mundo está mesmo virando um lugar chato, com patrulha por todos os cantos, mas isso é um pouco mais forte no mundo do futebol, que parece canalizar toda sorte de crápulas filhos da puta interessados em lucrar com os seguidos atentados culturais.

Vejamos, por exemplo, o que aconteceu agora no Rio de Janeiro, com a proibição da venda de ingressos em dias de jogos.

É um completo absurdo, que acaba por passar despercebido por certos meios de comunicação exatamente porque a preocupação destes não é com o sujeito que vai ao estádio, mas sim com o camarada que fica com a bunda no sofá de casa.

Pois bem, o que aconteceu no Rio explica-se assim:

Alguma besta humana decidiu um dia que a venda de ingressos em dias de jogo podia causar brigas. Não há qualquer comprovação empírica de tal fato, mas a besta humana (lembro que a tese foi muito defendida por Wanderley Nogueira, da hoje nociva Rádio Jovem Pan) levou essa ideia adiante e ganhou a simpatia de crápulas como, sei lá, o nosso amigo Marco Polo Del Nero.

Daí que os ingressos deixaram de ser vendidos em SP antes dos clássicos, em um claro prejuízo contra o torcedor. Pior: em claro desacordo com a cultura do futebol e do torcedor brasileiro, acostumado que está a comprar os ingressos no dia do jogo, horas antes. Não se muda uma cultura do dia para a noite, mas isso não foi levado em conta por alguns de nossos dirigentes.

Aconteceu isso no Rio: deixaram de vender ingressos nas horas anteriores a um jogo concorrido do Flamengo, a torcida se aglomerou, a BWA (olha ela aí!) resolveu reabrir as bilheterias e aí tivemos confusões na porta do Maracanã.

Vejam, pois: a confusão não se deu por culpa dos torcedores (e nem da BWA, ressalte-se), mas sim porque dirigentes cretinos decidiram fechar as bilheterias logo no momento de maior afluxo de público. Deu no que deu, e agora fica fácil culpar a torcida. Em tempos de restrição absoluta, apela-se para a medida mais radical: proibição da venda em dias de jogos.

É um atentado criminoso contra a cultura do futebol, mais ainda se considerarmos os inúmeros problemas para aquisição dos bilhetes com antecedência. E fica por isso mesmo. Eles fazem a besteira, o pior acontece e aí a punição é aplicada logo ao torcedor, já tão cansado de ser a vítima nesse processo todo.

Agora, depois de reler tudo o que escrevi, percebo que posso ter sido prolixo ou até chato no raciocínio todo. Mas lê quem quer, se identifica quem é torcedor de verdade e eu devo ter razão em tudo isso quando me lembro que logo mais à noite o Palmeiras encara o Grêmio Barueri de Presidente Prudente lá nos malditos confins do Mato Grosso do Sul. À merda todos eles: Barueri, Prudente, políticos, Del Nero, filhos da puta todos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Povo Desenvolvido É Povo Limpo

London Underground - 20/01/10 - 21h40:


Avisem o Fernandinho Beira-Mar !!!

Será que o cara fez MBA para escrever isso? A pérola foi publicada no site Jovem Pan/UOL. A dica foi do@radociou, via Twitter.
"20/01/10 - 12h25 -Publicado Por: Gabriel Mandel
Tráfico é liberado na Dutra após acidente
Colisão entre dois caminhões fez com que produtos inflamáveis e tóxicos caíssem na pista

Após cerca de três horas, a Rodovia Presidente Dutra foi liberada, nos dois sentidos, por volta das 11h45. A colisão entre dois caminhões, na altura do km 149, em São José dos Campos, fez com que a pista fosse fechada para a limpeza de produtos inflamáveis e tóxicos. O congestionamento chegou a sete quilômetros mas, às 12h, não havia mais lentidão no trecho. Uma pessoa ficou gravemente ferida e foi levada para o pronto-socorro da Vila Industria, segundo a concessionária NovaDutra.

Outras duas rodovias que cortam São Paulo apresentaram problemas durante a manhã: pouco antes do meio-dia, foi liberado o trecho da Régis Bittencourt, na altura do km 286, em Itapecerica da Serra, onde foi registrado um alagamento em razão das fortes chuvas que caíram na noite de ontem. Já na Fernão Dias, a queda de uma barreira no km 64, em Mairiporã, ainda mantinha uma faixa interditada, com a lentidão chegando a um quilômetro."

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Duro Momento de Dizer Adeus ...

Meu tio Cândido se foi. Depois de quase três anos vivendo em estado vergetativo. Uma pessoa que esteve, desde sempre, em minhas memórias.

O tiozão que não teve filhos, mas cuidou dos sobrinhos como tal. A pessoa mais bem humorada que conheci. Tinha a mania de fazer trocadilhos e rimas para a alegria das crianças. A alma generosa que nunca se furou em ajudar as pessoas da maneira que podia.

A vida judiou dele. Primeiro perdeu a companheira, num doloroso processo de câncer. Depois a audição. Ficou sem poder ouvir Martinho da Vila e outros sambistas que adorava. Mas, nem as mazelas conseguiram acabar com suas piadas ou tirar o sorriso fácil daquele rosto.

Contudo, faltava ainda a última provação. Um tal AVC de tronco pegou-o pela perna. Sucedeu-se então, uma delicada cirurgia e a alegre pessoa se transformou em uma criatura imóvel. Nunca mais houve um sorriso.

Demorei muito tempo para ir visitá-lo. Faltava coragem para encarar meu tio naquela situação e para ter a prova irrefutável de que, aquela asa protetora, com a qual pude contar sempre, não mais existia. Só fui às vésperas da mudança para Europa.

Depois disso, só tive notícias, sempre as mesmas; "Seu tio foi, outra vez, para o hospital e está na UTI" - E depois: "Seu tio voltou para casa está sob os cuidados do home care". - Na minha visita ao Brasil, no mês passado, não pude vê-lo. Estava na UTI, de onde não saiu.

Na morte do meu pai, ele esteve ao nosso lado, para ajudar na cansativa e dolorosa burocracia desses momentos. Infelizmente, pela distância, não poderei retribuir a gentileza. Faço então, uma última homenagem:



Pact ... But Not in Plastic

Boris Johnson Sets An Olympic Goal For London To Be Britain’s First Plastic Bag-Free City
By Ben Webster via Times On Line

London could become Britain’s first plastic-bag-free city in time for the Olympics in 2012, under plans published today by Boris Johnson to reduce litter and landfill waste.
Shoppers will be given greater incentives to bring their own reusable bags, and supermarkets may be encouraged to charge for single-use bags issued at the checkout.
Mr Johnson, the Mayor of London, will propose aggressive targets today for cutting the amount of waste going to landfill and a complete ban on this form of disposal by 2025. He wants the proportion of waste sent for recycling to double within ten years to 50 per cent.
He believes that it is possible to make rapid progress in reducing the 13 billion plastic bags issued to shoppers each year in Britain because experience elsewhere has shown that people can easily be persuaded to live without them.
The Republic of Ireland cut plastic bag consumption by 90 per cent when it introduced a 15 cent charge per bag in 2002. The average person in Ireland used 27 bags in 2008, compared with 220 per person in Britain.

Mr Johnson’s draft waste strategy says: “If all UK shoppers cut out just one in five bags, it would save about 40,000 tonnes of CO2 equivalent greenhouse gases a year — equivalent to taking over 12,500 cars off the road for a year.”

Isabel Dedring, the mayor’s environment adviser, said the aim was to achieve a massive reduction in single-use plastic bags before the Olympics, allowing London to be presented as a plastic-bag-free city. Modbury in Devon became Britain’s first plastic-bag-free town in 2007.

Mr Johnson will explore measures for reducing bag consumption, including charging and incentive schemes. He plans to hold discussions with supermarkets and local authorities before publishing proposals this summer.

Marks & Spencer cut bag consumption by 80 to 90 per cent after introducing charges. Other retailers, including Tesco and Sainsbury, prefer rewarding shoppers with loyalty points for reusing bags. Their schemes have cut consumption by 48 per cent in three years.

Mr Johnson’s strategy also calls on chewing gum manufacturers to develop non-stick alternatives to reduce the £10 million annual cost of removing gum from London’s pavements.

The next intake of Tory MPs will not share David Cameron’s commitment to fighting climate change. “Reducing Britain’s carbon footprint” was put last of 19 priorities by 141 candidates who replied to a survey. Reducing the deficit was top, followed by cutting red tape, according to the ConservativeHome websPacite.


Brighton

Depois de um sábado de chuva, do começo ao fim, o domingão amanheceu ensolarado. Não lembro a última vez em que isso aconteceu! Enfim, o tempo bom abriu a possibilidade de um passeio até o simpático balneário.



A viagem em um confortável trem da Southern Railway, partindo da London Victoria Station, dura aproximadamente uma hora e meia. Não pela distância, apenas 80 km, mas pelo interminável pinga-pinga. Doze paradas entre as duas cidades!



Já em Brighton, uma curta caminhada de, aproximadamente cinco minutos, separa a estação, do turístico calçadão à beira-mar. A praia é bela e muito parecida com as do outro lado do Canal. Pedras e mais pedras.

À Beira mar, o turista pode visitar um pequeno museu sobre a pesca na região, sentar em um dos restaurantes especializados em fish & chips ou beber algo apreciando a vista marítima. Alguns velhos piers fazem parte da paisagem, entre eles o imponente Brighton Pier, um complexo repleto de lojinhas, restaurantes, bares e um parque de diversões.



Fora da orla, existem boas opções para comer, e um grande Shopping Centre. Definitivamente, para um passeio "bate e volta", Brighton é uma boa opção.

Um longo post para refletir ...

Uma coletânea ctrl + C, ctrl + V de textos para ler e pensar:

O bota-fora do Amato em 89, e a coalizão lulista hoje

Por Rodrigo Vianna, via Escrivinhador

Dia desses, eu escrevi aqui que a oposição cerrada a Lula (e a Dilma) não vem dos grandes capitalistas.

Essa talvez seja uma diferença importante em relação a 64. Naquela época, como hoje, a coligação reacionária envolvia “grande imprensa”, latifundiários, Igreja e classe média que marchava com Deus e pela Liberdade. Naquela época, os empresários (grandes e pequenos) estavam apavorados. Havia a Guerra Fria e o fantasma do “comunismo”.

O velho partidão (PCB) acreditava numa ilusória aliança com a “burguesia nacional”, para sustentar Jango e as reformas. Mas a burguesia tinha outros planos, e implorou pelo golpe – que veio.

Saltemos 20 anos. Na década de 80, no PT, o grande debate era: como atrair a “classe média” e os pequenos empresários para a coligação de esquerda.

O petismo (e eu acompanhava bem de perto esse debate) acreditava que, pra governar, era preciso agregar, aos setores mais organizados da classe trabalhadora (sindicatos, associações de bairro, estudantes, CEBs etc), as tais “camadas médias urbanas”.

Em 89, essa aliança não ocorreu. Lula teve no primeiro turno os votos dos “setores organizados”. No segundo, ganhou parte da “massa desorganizada”, ou do “lúmpen” (como, de forma arrogante, alguns petistas se referiam ao povão das periferias), graças ao apoio decisivo de Brizola – transferindo “todos” os votos no Rio e no Rio Grande do Sul.

O grande empresariado também fugiu de Lula e do PT. Mario Amato, da FIESP, falava que milhares de empresários iriam embora do país se Lula ganhasse. O que levou alguns amigos gaiatos, da USP, a organizar uma grande festa entre o primeiro e segundo turno: foi o “bota-fora do Mario Amato”, na casa do Pedro e do Álvaro Puntoni (QG das “nossas” grandes festas naquela época em São Paulo).

Em 94 e 98, empresários e classe média ficaram com os tucanos. Além de boa parte do povão “desorganizado”, que fora favorecido pela estabilidade do Real.

Pois bem. Em 2002 e 2006, Lula conseguiu uma aliança que não tem nada a ver com as “tradições petistas” de “agregar a classe média”.

Lula fez uma aliança inesperada, incluindo “setores organizados”, povão desorganizado e o grande empresariado.

A classe média ficou fora. E continua de fora.

É ela que baba de raiva nas “correntes da internet”, e nas ruas e bares paulistanos, cariocas e gaúchos. Essa classe média não suporta olhar para a cara de Lula, o “nordestino dos 4 dedos”.

E o grande empresariado? Esse vota com o bolso.

Pensei em tudo isso ao ler o artigo de Emilio Odebrecht, que me foi enviado por uma boa amiga jornalista, dessas que trabalham na “grande imprensa”, mas sabe muito bem que não é “sócia” dos patrões (nem nos lucros, nem no pensamento).

O artigo do Odebrecht expressa a perplexidade de um grande empresário diante de uma imprensa que caiu no gueto. Uma imprensa que fala (só) para essa classe média raivosa que parece não gostar do Brasil, uma imprensa que não reconhece os avanços do país.

O artigo de Odebrecht (a quem conheço só de nome) é o símbolo dessa estranha (mas efetiva) aliança lulista: “classe trabalhadora organizada”, “povão desorganizado” e “grandes capitalistas”.

Quem está fora da “grande coalizão” é a classe média, associada aos ruralistas e aos donos da mídia. Essa base votará em Serra aconteça o que acontecer.

O nó para Serra é: como atrair parte dos lulistas sem desagradar à direita que baba na gravata?

Isso é problema do Serra.

21 anos depois daquela eleição (vencida por Collor, no fim das contas), a gente não poderia mais organizar “bota-fora” pro presidente da FIESP e pros grandes empresários.

Em 89 era tudo mais divertido. Mas, em 2010, temos um país mais sólido.

Apesar dessa turma que baba na gravata de tanta raiva. Pra espanto seu, meu. Pra espanto, também, do Emílio Odebrecht.

A IMPRENSA E O NOVO BRASIL – por Emílio Odebrecht

No final do ano passado, a revista "The Economist" brindou-nos com uma matéria de capa cujo título era: "O Brasil decola". A reportagem chama nosso país de maior história de sucesso da América Latina. Lembra que fomos os últimos a entrar na crise de 2008 e os primeiros a sair e especula que possamos nos tornar a quinta potência econômica do globo dentro de 15 anos.

Não é apenas a revista inglesa que vem falando dos avanços aqui obtidos nos campos institucional, social e econômico nas últimas décadas. Somos hoje referência no mundo e um exemplo para os países em desenvolvimento, vistos como uma boa-nova que surge abaixo da linha do Equador.

Diante disto, me pergunto se a imprensa brasileira está em sintonia com a mundial -que aponta nossos defeitos, mas reconhece nossos méritos.Tal dúvida me surge porque há um Brasil que dá certo e que aparece pouco nos meios de comunicação. Aparentemente, o destaque é sempre dado ao escândalo do dia.

Isso deixa a sensação de que não estamos conseguindo explicar aos brasileiros o que a imprensa internacional tem explicado aos europeus, norte-americanos e asiáticos.

Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si.

Se as coisas por aqui caminham para um futuro mais promissor, é porque, em vários âmbitos, estamos fazendo o que é o certo.

Para líderes políticos, empresariais e sociais dos países que precisam encontrar o caminho do progresso, conhecer nossas experiências bem sucedidas pode ser o que buscam para desatar os nós que ainda os prendem na pobreza e no subdesenvolvimento.

O fato é que, ficando nos estreitos limites do senso comum, a sensação é de que a imprensa, de uma forma geral, considera o que é bem feito uma obrigação -não merecedor, portanto, de ocupar espaços editoriais, porque o que está no plano da normalidade não atrairia os leitores.

Ocorre que o que acontece aqui, hoje, repercute onde antes não imaginávamos. Por outro lado, há uma mudança cultural em curso na sociedade brasileira e a imprensa tem um papel preponderante nesse processo.

O protagonismo internacional do Brasil e nossa capacidade de criar novos paradigmas impõem que a boa notícia seja tão realçada quanto são os fatos que apontam para a necessidade absoluta de uma depuração de costumes que ainda persistem em nossas instituições.

-Dentre os comentários feitos ao post original, eu destaco o de Murilo Costa:

Caro Rodrigo, Pertima-me um retoque ao seu artigo: O Governo Lula e o Presidente não teriam a aprovação que têm se parte da classe média não também compusessem a tal "grande coalizão". Creio que a parcela da classe média a que você se refira seja aquela que gosto de chamar de mazombos: não reconhecem o Brasil como sua pátria e sentem-se fora de lugar, tendo sempre como ideal aquilo que é produzido na "metrópole". O artigo "O brasileiro, o mazombo e o poeta da Vila" (http://www.consciencia.net/2004/mes/14/francisvale-brasileiro.html), de Francis Vale, resume bem o sentimento dessa turma. Existem amplos setores da classe média que creem sinceramente na possibilidade de montarmos um País mais solidário e soberano, com indicadores de desenvolvimento humano que, se não ideais, mais dignos. Estou certo de que estes estão entre os aprovadores do Governo Lula e merecem não ser misturados com a classe média mazomba, cuja mentalidade ainda é da era colonial.

Abraços.

Murilo Costa Salvador/BA

-Muito boa a sugestão do Soteropolitano leitor:

O brasileiro, o mazombo e o poeta da Vila
Por Francis Vale, via Caros Amigos, 26 de novembro, 2004

Uma campanha publicitária do Governo Federal repete que "O Melhor do Brasil é o Brasileiro". Há quem conteste a frase. E com todo o direito. Optei (sem trocadilhos) por defendê-la.

Porque entendo que a melhor coisa que essa natureza exuberante produziu foi esse povo maravilhoso. Um povo que consegue sobreviver milagrosamente com um salário mínimo de duzentos e sessenta reais por mês, quando não é desempregado ou sub. Um povo que sobrevive sob o peso de dezenas de tributos e multas que beiram o confisco. Um povo que, mesmo assim, orgulha-se ao afirmar que temos o melhor carnaval e o melhor futebol do planeta. Um povo que vibra com o sucesso de nossos atletas, artistas e pensadores pelo mundo afora. Esse é o povo brasileiro. Ou simplesmente, o brasileiro.

Do meio desse povo, emerge uma camada especial, que se julga acima dos comuns mortais, a verdadeira nata social, que entende ser o Brasil um caso sem jeito."Tudo dá errado nesse país, desde Pedro Álvares Cabral. Na carta de Caminha já há indícios do que iria acontecer." Ao tipo integrante dessa camada a "molecagem" apelidou de mazombo, numa referência à designação depreciativa que os brasileiros davam aos filhos de portugueses aqui nascidos, mas educados em Portugal, lugar por eles exaltado como se fosse a verdadeira pátria. Pois bem. Os mazombos começaram a atacar a campanha de exaltação ao brasileiro. Tem até um escriba bem remunerado de uma dessas revistonas aí que afirmou ser o brasileiro uma invenção de Getúlio Vargas, razão pela qual não existiria enquanto povo. Lógico, o povo que ele queria aqui era outro: louro dos olhos claros e de elevada estatura física. Esse povinho caboclo que fala "grobo" e "framengo" ele não quer saber.

O mazombo tem como sonho maior passear em Miami, depois de adquirir um carro importado do ano, com o qual vai se exibir nas cidades interioranas e é obrigado a trazê-lo rebocado de volta para a Capital, quando quebra, por absoluta ausência de assistência técnica. Aí diz que a culpa é do governo que ainda não obrigou as montadoras a instalarem uma rede de concessionárias em todos os municípios do país. Tudo que o mazombo admira e gosta está ou vem do exterior."No Brasil, não tem museu que preste. Museu é O Louvre" O mazombo diz isso sem jamais haver visitado um museu de sua terra. "Brasileiro não sabe fazer cinema. Por isso não conquista o Oscar". O mazombo assistiu a uns dois filmes nacionais e tirou essa conclusão. Para o mazombo, o Brasil só deveria produzir matéria- prima para a exportação. "Cultura para a exportação é a de soja. Música, literatura, cinema e teatro não dá. A língua portuguesa não ajuda."

Para conhecer um mazombo é suficiente saber se ele conhece e detesta a música "O Cinema Falado", de Noel, que deixou como marca um verso de outra canção: "A vila não quer abafar ninguém/ só quer mostrar que faz samba também".

Francis Vale é advogado e diretor cinematográfico

sábado, 16 de janeiro de 2010

Goleadas: De Futebol & De Solidariedade

O Palmeiras jogou um futebol bonito e a direção matou a pau. A renda do jogo de hoje será doada para a reconstrução do Haiti. Parabéns Presidente Belluzzo, Fabio Raiolla e demais membros da administração verde!

No quesito futebol, a Torcida Que Canta E Vibra pôde sair satisfeita do Palestra. Alguns blogueiros verdes tiveram a oportunidade de assistir ao primeiro jogo da temporada no confortável camarote Samsung. De que quebra, tomar umas geladas e presenciar a bela exibição do Verdão. Que o diga nosso amigo Ademir:


Image by Samsung Sport

Cassette and Film Tape Artworks

By Erika Simmons, via Woman's Day




Mais Uma Campanha expatriated

Com o apoio de Porcopédia:


Bebeu, Foi?!?!?! - Reload

A Jornalista não tardou em explicar o incidente. Assim escreveu em seu blog:

Por dentro do blog


"Obrigada pelo carinho
Quero agradecer a todos e todas que me escreveram, telefonaram, enviaram emails ou deixaram comentários aqui neste blog, preocupados e preocupadas comigo.
Devo a vocês uma explicação, muito mais prosaica do que as interpretações mirabolantes que possam circular por aí.
Desde o dia 10 de janeiro, domingo, estou padecendo de uma pedestre gastroenterite. Melhoro um dia, pioro no outro, e ninguém encontra uma causa plausível.
No dia 13, quarta-feira, errei ao entrar no ar. Estava com muitas cólicas e, na hora de falar, tive uma cólica lancinante. Não conseguia controlar a dor.
Não tenho ideia nem do que falei, mas preferimos cortar a ligação na hora em que larguei o telefone e corri para vocês-sabem-onde.
Tive febre o dia inteiro na quinta. Tomo remédios, faço todo tipo de exame para saber se é um rotavirus, uma simples virose, uma empadinha estragada (gn) ou o quê.
É simples assim. Muito menos glamouroso, mas foi o que aconteceu.
Obrigada de coração pelo carinho de vocês. Vocês são dez!
O resto é a patrulha da lama em ação.
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Atualização das 17:01h: Acabo de ouvir a gravação que alguém me enviou. Cruzes! O povo tem razão. Estou parecendo uma completa insana."

Tradição em Terra Brasilis. A culpa é sempre da empadinha ou da azeitona. Como twittou meu amigo Fábio "#porcopedia" Tatú: "As noites do Rio não serão mais as mesmas. Adriano, Vágner Love e Lúcia Hippólito, o trio pé inchado quebrando tudo."