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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Penelope Charmosa's Car

Quem imaginaria ver uma BMW pink?



Mudando a Cara

Os lojistas de Portobello Road estão indignados. Tudo por conta da abertura de uma loja da súuuper trend grife de roupas All Saints, com suas vitrines completamente ocupadas por antigas máquinas de costura, na esquina de Westbourne Grove.

O fato ganhou relevância e gerou uma matéria de duas páginas no Evening Standard, das quais, uma pequena parte foi reproduzida no site.

Alegam os lojistas do Portobello Market que, a loja de, aproximadamente quatro mil metros quadrados, é muito grande se comparada aos demais estabelecimentos e, por isso, descaracteriza o estilo da área.

Além disso, o temor é que a moda pegue e acabe por matar o market. De fato, o imóvel abrigava anteriormente pequenos espaços, onde eram comercializadas antiguidades, o objeto do mercado de Portobello e está no meio da parte mais bacana e tradicional da rua, cheia de pequenos prédios coloridos.

Para muitos, a loja não impacta visualmente e suas vitrines dão um ar especial ao local. Tal impressão talvez se deva ao fato de que, o imóvel ficou mais de dois anos em obras e coberto por tapumes.

Parece claro que o Concil comeu barriga. Como os caras que não autorizam a abertura de cafés e restaurantes na rua, sob o pretexto de preservar o mercado deixaram isso acontecer? Afinal, existem rígidas normas que regulamentam qualquer mudança na fachada ou na forma de uso dos imóveis de Notting Hill. Em geral, acontece um moroso processo até que tudo tenha a aprovação prévia.

É aí que o bicho pega. Para os lojistas resta claro que pequenos antiquários deram lugar ao comércio de roupas. Tim Ahern, membro da administração, alega que não houve mudança e que, por isso, o Concil está de mãos atadas no caso.

Seria a All Saints uma big loja de roupas antigas? Ou o caso está mais para, como cantou Caetano: "Da força da grana que ergue e destrói coisas belas"?

sábado, 10 de outubro de 2009

Japonês No Italiano!

Hoje, Takashi me convidou para almoçar. Expliquei que estava cuidando da Valentina e que só poderia ir se fosse em Notting Hill. Resolvemos comer pizzas no Luna Rossa. Meu amigo nipônico apareceu com mais três japoneses recém chegados em Londres. Ou seja, não falavam porra nenhuma em inglês.

Logo na chegada no restaurante, Valentina negou fogo. Deitou com a cabeça nas minhas pernas e dormiu. Pedimos pizza para três e os dois outros escolheram massas. Quando a comida chegou, foi engraçado. A japada começou a trocar de pratos, para que todos provassem. Era um tal de macarrão pra cá, pizza pra lá, que não acabava mais.

Depois da comida, voltamos para minha casa e as duas mocinhas orientais ficaram brincando com a Valentina que havia acordado. após a saída da turma, foi o tempo de esperar a Anne que vinha voltando de Paris. A coelha estava com saudade, era o terceiro dia sem ver a mãe.

domingo, 13 de setembro de 2009

O Tsunami Nosso de Cada Dia

Notting Hill Gate Underground Station
Sexta - 11/set - 09h45

Nota: A qualidade sofrível da imagem, deve-se à câmera do meu telefone móvel!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Acabou Notting Hill Carnival

Não me senti tentado a sair e andar uns poucos metros para assistir a alguma coisa do evento. Preferi a teoria do menos é mais, focar só no indispensável. Afinal, como diz o sábio Baloo: "Somente o necessário, o extraordinário é demais".

Depois do dever cumprido e da epopéia do curriculum, a fome apertou e resolvi sair para comprar comida. Eram 21h45, mais ou menos. A festa carnavalesca tinha terminado havia uma hora e meia, acredito. A Kensington Park Rd. ainda era um mar de pessoas. Alguns prédios tinham seguranças na frente. Era necessário preservar o patrimônio dos moradores do feudo, já que um bando de africanos, caribenhos e latinos invadiram as ruas de Notting Hill. Como se o contingente policial não fosse suficiente.

Na verdade, quando voltava da carraspana no sábado, vi na Ladbroke Rd., muitas casas e lojas com as janelas e vitrines cobertas com tapumes. O comércio até dá para entender, sempre aparecem ladrões nessas oportunidades. Mas repito: Eu nunca vi tantos policiais juntos em minha vida; Nem em jogos de futebol, carnavais Brasil afora, Diretas Já e por aí vai.

É o preconceito exalando pelos poros do bairro bacana. A equação negros + imigrantes + festa = perigo, povoando a mente dos privilegiados frequentadores do jardim privado. Como se aqui na Britânia, bebedeira e baderna fossem coisas de imigrantes pobres. É preconceito cristalino.

Uma coisa que sempre me causou admiração é a forma como os negros caribenhos e africanos se comportam em momentos de festa. Pode ser em qualquer canto do mundo, até nos arrasados como o Haiti ou a Eritréa. Parecem crianças. Pulando, cantando, dançando. Acho que ali está a demonstração da mais pura satisfação que um ser humano pode atingir.

Os misântropos provavelmente iriam lembrar para justificar o racismo, a selvageria das guerras étnicas, de gente ateando fogo em gente. A aversão à barbárie é a desculpa para o fato de nunca se sentirem seguros com um monte de gente pelas ruas.

Acreditem, uma pessoa que, não tem nada com isso, mas já foi vítima de algum preconceito, que sentiu na carne o que é um idiota qualquer se considerar melhor que outros porque nasceu na Europa, ou por ter mais grana, ou por falar melhor francês, o que quer que seja, fica indignado com esse tipo de atitude.

Felizmente, para os mais puros filhos da África - Escrevo isso para lembrar que a ciência já provou que todos sairam do mesmo buraco. - Tudo passou batido. Eles, os imigrantes e os normais, aqueles que conseguem dividir as ruas com quem quer que seja, estavam no bairro supimpa só para pular, cantar, dançar.

lálálá, muchmanymany more ... lálálá muchmanymany more ... lálálá muchmanymany more !!!

sábado, 29 de agosto de 2009

E Vai Rolar a Festa !!!

Amanhã começa o Notting Hill Carnival, evento de dois dias que deve reunir aproximadamente 1, 5 milhão de pessoas aqui pelas ruas do bairro. Os desfiles percorrem um percurso é de três milhas.

Bom, este post começou a ser escrito às 20h40. Nesse meio tempo, saí para tomar umas com meu amigo Ollie e agora são 00h14. Dado ao grau etílico do momento, sou forçado a resumir o conteúdo do post. Maiores informações no BBC.uk. Até amanhã, depois da ressaca.

domingo, 9 de agosto de 2009

Outro Restaurante Indiano

Image by Google Maps

Hoje é Dia dos Pais no Brasil. Portanto, para o Vinicius e, especialmente, para a família Vianna-Hamon é o dia do espermatozóide premiado. Como Lôlô manifestou a vontade de fazer seu almoço patriarcal em um restaurante indiano, quem somos nós, reles mortais, para não acatar a sugestão? Opção de alto risco, nossa experiência nos indianos de Notting Hill não é das melhores, mas jamais poderíamos deixar nosso estimado hóspede com lombrigas.

Assim, lembramos de um restaurante pequeno, muito próximo do começo da Portobello Rd., nunca d'antes provado e para lá fomos. O nome do local é Modhubon. Como já disse, o restaurante é pequeno e a decoração de gosto bem duvidoso, mas o que vale é a comida e, nesse aspecto, o lugar é bom.

Nada very spice, tudo bem ao gosto de pessoas que não nasceram sob o sígno de Mesha, Tula, Makara e etc. O atendimento é bom e as porções, se não são generosas, também não matam ninguém de fome. O preço? Não há como saber quando se está à mesa com um alto executivo francês de multinacional saudita, com um Amex nas mãos. A conta passa a metros do general people.

Nada a reclamar? Magina, senão não seria esse blogueiro quem estaria em frente ao teclado: Não peça Coca-Cola no Modhubon, ou você receberá um copo de Pepsi. Como diz a minha Valentina: “Ééééécaaaaaah!!!”


sábado, 4 de julho de 2009

Hummer H2 Stretch Limo

Quando fui comprar o almoço em Notting Hill Gate, deparei com essa coisa enoooooooooooorme. uma mistura de 4X4, ônibus e nigth club que, pode transportar 24 passageiros. Descobri o nome e a capacidade de "carga", dando uma olhada na net. A tal limo custa £120,00 por hora. Tempo mínimo de locação é de 180 minutos ou £360.

Mais algumas fotos:

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Revitalizando a Portobello Road (Updated)

O texto estava confuso. No momento que escrevia, o sono me matava.

O Council já tinha avisado. A partir de agora, nada mais de cafés, restaurantes ou lojas de roupas. Quem quiser abrir um negócio na Portobello Rd. terá que trabalhar com antiguidades e afins. O mesmo vale para os proprietários de imóveis.

Desde o início do ano fiscal, o Royal Borough of Kensington & Chelsea, atendendo aos pedidos dos comerciante mais tradicionais e dos moradores da região, modificou a política de ocupação da Portobello Rd. A idéia é manter as características do Portobello Market, considerado um legado de mais de 200 anos e deve ser preservado para as próximas gerações.

Dessa forma, onde havia uma loja do Wolworths, que quebrou com a crise, agora será mais um conjunto de boxes para os mercadores de Portobello.

A medida não é assim tão radical, já que os andares que não estão no nível da calçada - leia-se: basement e pisos superiores - estão liberados para qualquer tipo de comércio.

Olhando bem para a medida, além de ser acertada, uma vez que prioriza a tradição da via, fomenta a exploração comercial dos demais pavimentos dos prédios, que são decadentes moradias, muitas fechadas, já qué é impossível morar com um mínimo de sossego na PR. Isso é um bom exemplo de política pública de revitalização.

Mais ocupação, mais empregos, mais impostos. É a micro ciranda produtiva da rua. Vale lembrar que a região de Notting Hill e Bayswater e até, porque não dizer, o West London, de uma maneira geral, até 20 anos atrás era muito decadente. Hoje tem o maior percentual de valorização da cidade, graças às ações do Council.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Culpa do I-Pod

Ontem, pela manhã, eu andava por Notting Hill Gate, voltando do supermercado. Ouvindo A Certain Ratio, vinha ligeiro, faceiro e pensativo sobre as coisas do Verdão. No meio do caminho havia a entrada de uma vila.

Consumido pela música e por minhas reflexões, fui surpreendido por um vulto amarelo vindo em minha direção. A reação instantânea foi fazer uma esquiva de Kyokushin, firmar bem os pés no chão e jogar a cabeça e o troco para trás.

Deu quase certo. O vulto era uma van da DHL. Meu corpo escapou do atropelamento, mas meu pé direito não. O veículo passou por cima dele! Na hora pensei que a reação rápida me livrou de maiores danos. O Motorista, puto da vida, não parava de me xingar e então percebi que meu pé estava doendo para caramba.

Quando olhei para o motorista, percebi que ele também tinha fone nos ouvidos e talvez por isso tenha se distraído e entrado tão rápido na vilinha. Fora isso, a visão dele, desde a avenida era melhor que a minha, afinal, a van vinha das minhas costas.

Não pretendo justificar nada com isso. Eu errei. Não prestei atenção ao cruzar uma via. Acontece que passo ali todos os dias e nunca tinha visto um carro entrar ou sair, mas isso não é desculpa.

A desculpa é; Foi a música e os fones de ouvido que provocaram o acidente. Eu escutava 80's rock e esqueci do mundo, o motorista tão imprudente quanto eu, absorto pelo que ouvia, estava em velocidade maior que a recomendada para a conversão. Resumindo. Foi tudo culpa o I-Pod!


E como cantaria Wando:

Doeu, ai! ... Doeu, aí!
Doeu, ai! ... Doeu, aí!
Doeu, ai, ai, ai! ... Doeu !
Doeu, ai! ... Doeu, aí!
Doeu, ai! ... Doeu, aí!
Doeu, ai, ai, ai! ... Doeu


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Aqui Tem Gosto Para Tudo !

Todos os sábados, olhando pela janela da minha cozinha, vejo a turistada passar, olhar e fotografar muito o prédio que fica atrás do nosso. Fico imaginando se algum outro famoso mora alí, pois, de bonita a construção nada tem. O imóvel, destoa completamente do estilo da rua. É uma construção moderna, ao lado de prédios centenários e com uma harmonia estética toda britânica.

O antigo edifício no local

Não resisti e procurei no Google, pelo endereço. 61/63, Portobello Rd. Não descobri ninguém famoso morando ali, mas, não é que a construção ganhou o National Homebuilder Desing, em 2005? Não sei se o prêmio é conceituado, mas dá um título imponente, não? Como dizia minha avó: "Uns gostam dos olhos e outro das remelas" - Vai entender.

O patinho feio atual

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Chuva Boa, Chuva Ruim

Hoje a cidade estava quente, mais de 25ºC. Em West London, sol forte e nenhum vento. Com o passar das horas a sensação térmica e o abafamento transformaram o belo dia em sofrimento para quem estava nas ruas.

Saí do inglês, por volta de 14h30 e fui andando até a escola da Valentina. Eu tinha que pegar a fantasia que ela usará amanhã em sua apresentação de verão. Depois passei em casa para deixar meus livros e, apesar de estar estourando de dor de cabeça, fui para os supermercados de Notting Hill Gate. O trajeto de sempre. Primeiro o M&S e depois o Tesco.

Quando saía do Marks & Spencer uma chuvinha gelada começava a cair. Com ela chegava um agradável vento fresco. Olhei para o céu e tudo estava claro. Continuei minha programação. Na fila do caixa, no Tesco, dava para ver tudo escuro na rua. Guarda-chuvas para todo o lado e fora isso ouvia-se uma ventania. O tempo tinha virado.

Chuva de verão, com direito a raios, trovões e vento forte. Como minha dor de cabeça estava ficando cada vez mais forte, não pensei em esperar a trovoada melhorar, parti batido para casa. No caminho, a água gelada que vinha do céu, começou a me refrescar. Começei a sentir um bem-estar e um certo relaxamento no pescoço. A cabeça já não doía tanto.

Pouco depois que cheguei em casa, a chuva começou a diminuir e agora o clima é muito agradável. Pena que as minhas mulheres estão no Charles De Gaulle, em Paris, esperando. Heatrow fechou por causa da tempestade. A previsão é que o vôo decole dentro de duas horas.


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vamos ao Que Não Interessa: Revistas

No final de semana entre o porre e a ressaca, comprei a edição de julho da revista GQ.UK. Tinha a Megan Fox na capa e, isso é um bom motivo. Devidamente observadas as fotos da lindinha, começei a folhear a publicação. A GQ é voltada para os consumidores de produtos premium, sem dúvida, basta olhar os anunciantes: Cartier, Tag Heuer, Ralph Lauren, Chanel e Belverdere Vodka, para ficar nas cinco primeiras páginas de umas 200, das quais 100 são de publicidade. De relógios umas 50, outras 20 de perfumes e o restante de roupas, imóveis, bebidas, outras publicações e por aí vai.

O conteúdo é, em sua maioria, produzido e direcionado para Beverly Hills. Não para Notting Hill. Ou seja, os caras devem copiar a americana, trocar a covergirl e mandar bala. As matérias são curtas, porém ocupam grandes espaços, pois são recheadas de grandes fotos. Fotos que, diga-se, são muito bonitas. É o perfil da publicação. Só que os editores devem estar com alguns problemas para desovar o bonde. Reparem no anúncio para atrair assinantes:

Assim, se apertar e retirar as imagens, a GQ deve ter uma dez páginas de assunto e o que é pior, desinteressante. Para dar uma idéia, um editorial de moda é com Liam Gallagher, do Oasis e o outro com surfistas. Resumindo: É pretenciosa, vazia e chata. Bom, mas como eu não comprei a revista para ler e sim para olhar Megan Fox, vamos a ela:


E minha mulher tem coragem de dizer que as pernas de Megan são feias !!!!

Passamos para a próxima edição; Matchbox. Revista grátis deixada em nossa porta entre a ressaca e cura. A publicação também tem um viés premium e é voltada para os moradores de Wet London, o que lhe garante uma boa quantidade de anuncios de grandes marcas. Mas, apesar de se sustentar só de publicidade, não abusa da quantidade. eu diria que as propagandas não ultrapassam um terço das páginas.

Se peca por não trazer a Megan Fox ou outra beldade, a Matchbox compensa no conteúdo inteiramente voltado para o público que a recebe. Não faltam boas dicas de tudo que existe de interessante na região, uma boa sessão de cinema e roteiros muito bacanas. Resumindo: Chic e útil.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

O Pavilhão Alviverde em Notting Hill

Enquanto o jogo rolava em Recife, a bandeira do Palmeiras estava aberta na Chepstow Villas, em frente da minha casa. Chovia e ventava. A pobre sofreu, assim como todos os Palmeirenses, durante duas horas. E assim como o nosso Alviverde Imponente aguentou, firme e forte. Não sucumbiu ao vento e nem desmanchou com a chuva.

Terminado o jogo, e com a vitória nos penaltis, fui feliz e orgulhoso retirá-la. Quando olhei para a bandeira encharcada, vi um brilho especial. A chuva e a iluminação amarelada da rua criaram um efeito especial. Único. Uma mistura de verde, branco e dourado. O escudo do Palmeiras refletia na calçada molhada. Fui premiado com uma imagem mágica, que foi impossível captar em uma foto.

De qualquer maneira, fica o orgulho de ter pendurado o pavilhão Alviverde aqui em Notting Hill. Quem passou pela rua não deve ter entendido nada. Não tem problema, o orgulho de ser Palmeirense independe de qualquer coisa. Daqui para frente, vou pendurá-la em todos os jogos do Verdão na Libertadores. Pelo jeito vai virar rotina na Chepstow Villas.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Palmeirense Desconhecido

Hoje é dia de batalha no Estádio Monumental na familiar e querida Santiago do Chile, onde vivi por um tempo e fiz bons amigos. Agora eu estou do outro lado do mundo, distante de lá mais de 11 mil quilômetros.

Por aqui, fiquei feliz ao ver, pela janela, um outro palmeirense caminhando por Portobello Road. Consegui registrar o momento. Não sei quem é, de onde é ou onde mora. Muito menos sei se irá assistir/ouvir o jogo, ou se só vai saber o resultado depois.

Amanhã, quem sabe, eu e o Palmeirense desconhecido estaremos mais felizes com a classificação na Libertadores. Ou não. Independente da vitória, continuaremos usando o manto Alviverde cheios de orgulho pelas ruas de Londres.

Orgulho de torcer por um clube que têm história e por onde desfilaram grandes craques do futebol. Orgulho de sentar no Palestra Italia e sentir-se em casa. Orgulho de ter estado no jogo em que o Verdão perdeu o Campeonato Paulista de 1986, e de lá sair chorando. Orgulho de ganhar uma Libertadores, nos penaltis, e no ano seguinte perder, da mesma maneira. Porque palmeirense tem brio e faz sua história com muitas vitórias mas, também, com derrotas. Então, seja lá qual for o resultado do jogo, o mundo não vai acabar.

Só espero que o time que entrar em campo esta noite, faça de maneira digna e honre a camisa que veste. Se os jogadores mostrarem dedicação, luta e respeito pela tradição do clube que defendem, participarão, com certeza, de mais um momento glorioso na história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Ganhando ou perdendo, deixarão felizes os seus torcedores. Porque não importa onde estejam, se em São Paulo, Santiago, no Reino Unido ou em inúmeras outras cidades do mundo, os palmeirenses carregam seu amor dentro do peito, e podem dizer sempre: "Aqui é Palmeiras"!!!

Hoje, eu ficarei muito mais feliz se o Palmeiras ganhar e der este belo presente de aniversário para a minha querida tia Zélia.


terça-feira, 28 de abril de 2009

Curtas (Updated)

Como não postei, praticamente, nada desde sábado, agora vou repercutir os fatos marcantes do final de semana e da segunda-feira. Vamos a eles:

Socorro: Simon Cowell, que pode ser considerado um dos caras mais inovadores do showbizz, anda repetindo demais sua fórmula de sucesso.

Depois do American Idol e do X Factor, sua empresa, a Syco, lançou o tal Britain's Got Talent. O programa, que apresentou Susan Boyle ao mundo, é clone dos outros dois. Some-se a isso o fato de que é apresentado às sextas-feiras, antes do American Idol, na ITV2.

Se o público não tiver overdose e sobreviver, a beleza tem reprises nos sábados e domingos. Para ter uma idéia, seria, mais ou menos, como passar o final de semana todo assisitindo ao Show de Calouros do Silvio Santos !!!

A Ditadura do Proletariado: Na F1, menos ainda é mais. Button venceu sua terceira corrida, em quatro disputadas, seguido por Vettel e Trulli.

O feito da Brawn GP serve para mostrar aos grandes que não basta ter grana, tem que ser criativo. O tal difusor, criado por Ross Brawn, foi a grande novidade do começo da temporada. Mas a RBR vem chegando forte.

Aumento Populacional: A comunidade franco-britânica acaba de aumentar. Nasceu ontem Louis, filho dos nossos amigos Paul & Stephie.

Dedada: Eu pretendia escrever um post sobre isso, mas nem vale a pena. Fomos conhecer o Portobello Ristorante Pizzeria, muito elogiado na net pelos pratos e pelo atendimento.

Na prática, porém, a coisa não é bem assim... Na chegada, fomos recebidos por um garçon escroto que acha bonito maltratar os clientes. Depois o gerente nos deu um chá de cadeira para liberar uma mesa, sendo que, várias estavam vazias. Acabamos indo embora.

Quando a esmola é demais, o negócio é desconfiar. O buraco era o único lugar em Notting Hill com mesas disponíveis na varanda.

Britain’s Next Porn Model: No capítulo desta semana, o segundo, a modeletes fizeram fotos em um tanque com água e mangas, vestindo, apenas, calcinhas transparentes que, quando molhadas, não aparecem nas fotografias. Foi um festival de corpinhos magros e peitinhos à mostra.

Pela trailer, na próxima semana as meninas terão que fazer um ensaio lesbo-sensual, com direito à muito beijo na boca e passadas de mão. O BNTM copia a fórmula americana, mas tenta conquistar o público masculino.

Dando o Dedinho: Depois de tomar conhecimento das duras críticas recebidas neste espaço, Richard Branson me ligou, do Bahrein, pediu desculpas e me convidou para conhecer sua ilha particular, tomar umas e esquiar com modelos peladas nas costas.

Depois de tanto esforço, não dava para não perdoar o rapaz, então fizemos as pazes. Tirando a parte que eu inventei, o resto é verdade, ok?

sábado, 25 de abril de 2009

Obedecendo as Regras

O nosso parque tem regras muito rígidas que todos respeitam. Quando o Vinicius esteve aqui, uma tarde, eu, ele e a Valentina fomos brincar lá. Enquanto eu tomava conta da coelha no playground, o Bibi batia uma bola no gramado.

Na saída, um senhor veio me dizer que era proibido jogar bola naquela parte do gramado. Eu, prontamente, pedi para o Vinicius parar e pedi desculpas para o senhor. A resposta dele foi curta e grossa. Na verdade, mais grossa que curta: "Ao invés de ficar pedindo desculpas, você deveria ler as regras".

Cheguei em casa e fui ler o livro de regras, que recebemos quando chegamos. Desde então, sempre que entro no parque, dou uma olhada no quadro de avisos para ver se existe alguma nova regra em vigor.

Muda a cena. Todo santo dia, um gato amarelo, muito simpático, fica deitado em cima da lixeira na entrada do parque ...

... Aí eu leio o que está fixado na lixeira ...

... bom, já vi que terei que levar o gato para casa.


domingo, 5 de abril de 2009

A Doutrina da Salvação

Depois de um dia inteiro de bebedeira em toda a sua extensão, a Portobello Road passou, no começo da madrugada, por seu momento de soteria.
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Como fiz um soninho no começo da noite, e não tinha vontade de assistir televisão, fui dar uma volta pela rua. Noite gostosa para caminhar, uns 15ºC, céu estrelado e poucos bebuns.
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Subi a Portobello e, no meu caminho, encontrei quinze pints abandonados. Quem acompanha o blog sabe da campanha que faço pela preservação dos pints. Recolhi os pobres e lhes darei guarida até que outra alma caridosa se ofereça para adotá-los.
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Isso porque eu andei três quadras. Se me propusesse a caminhar, sei lá, uma hora e andasse por perto dos pubs que conheço por aqui, tenho até medo de pensar com quantos copos cruzaria no caminho.
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Desde o início da campanha eu tinha recolhido outros quinze pints, ou seja, em uma noite de sábado, consegui a mesma produtividade de meses.
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Os manguaceiros não aprendem. Ignoram os fatos de que criam sujeira e causam riscos a integridade física de outros. Continuam "enchendo o caneco" e largando seus copos pelos cantos. Mas, enquanto eu estiver em Londres, continuarei em minha sagrada missão de amparar os pints desprotegidos.
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domingo, 22 de março de 2009

Curtas do Final de Semana:

Ontem fomos para a Westbourne Grove procurar um lugar para almoçar. Anda pra lá, anda pra cá, acabamos parando em um simpático restaurante que servia brunch até às 15h30.
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O nome é Charlotte Caffé. É administrado por franceses e a comida, simples, é bem gostosa. Estando em Notting Hill, vale dar uma passada.
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Mais Westbourne Grove. Tanto na ida quanto na volta, impressionou a quantidade de franceses caminhando por ali. De cada dez pessoas que cruzavam nosso caminho, onze falavam francês. No Charlotte, só conterrâneos de Aznavour comendo. Parece que os vizinhos resolveram fazer sua greve geral por aqui.

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Sobre ontem à noite. Enquanto eu pagava os pecados assistindo a transmissão do jogo do Palmeiras, a ITV One passava Notting Hill. Como o jogo estava duro de ver, fiquei com um olho no computador e o outro na televisão. Aproveitamos para tirar algumas dúvidas sobre locações do filme em um site muito legal: Movie Locations.
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Há exatos dez dias, não chove na capital mundial dos guarda-chuvas. Desde que estamos aqui é um recorde. Aliás, deve ser um recorde desde que foi instituído o Império Britânico, ou quem sabe até, desde os tempos de Nóe.
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Rufus, o lenhador – digo - Rufus Sewell, o ator, cuida da figura, todos os dias, na academia Portobello Green Fitness Center, que fica entre a Portobello Rd. e a Labroke Grove.
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Bom, isso não têm nenhuma relação com o final de semana, a não ser pelo fato de que só no sábado descobri o nome do cara.
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Hoje é o Dia das Mães por aqui. A data vai merecer um post específico. Não propriamente pela data, mas a repercussão do presente que comprei.

Por aqui, o Mother's Day não tem o mesmo apelo popular que do outro lado do Atlântico. Parece que os britânicos se envolvem mais no clima do Valentine's Day.
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Barclays Premier League. Com Gerrard impossível, fazendo três gols, o Liverpool goleou o Aston Villa por 5X0 e grudou no M. United. Hoje a diferença é de apenas um ponto.

Ou seja, os Reds, que golearam semana passada os Devils, tiraram os seis pontos de vantagem do rival em uma semana! Outros destaques: Pepe Reyna, que pegou tudo e ainda deu um passe de 72 jardas para Albert Riera fazer um gol, e o próprio Riera.

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