quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ipsis Literis

Sem toques ou retoques para não estragar. Direto do Cruz de Savoia

"Liberdade de imprensa

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“Petrobrás tenta intimidar”. Eis o editorial de hoje (10/06/2009) do Estadão. Globo, Folha, JB, ANJ, OAB, todos gritam, esperneiam.

Debates entre jornalista sobre liberdade de imprensa, manifestação contrárias de deputados e senadores; da oposição golpista à situação boquiaberta. Todos em polvorosa com apenas um ato de transparência da direção da Petrobrás.

E qual foi o golpe mortal desferido nos meios de comunicação para causar tamanho desconforto? A criação de um blogue (fatos e dados), meus caros. Lá, neste espaço, cansados que estão de inverdades e parcialidade das EMPRESAS de comunicação, a Petrobrás publica, de antemão, as perguntas feitas pelos jornalistas e as respostas dadas pela estatal, na íntegra. O que há de errado nisso? Nada, responderia um jornalista sério. Nada, digo eu, que quero – digamos – igual à imprensa que tanto alardeia querer zelar pela transparência das informações.

Pelo lado da grita há dois argumentos, perfeitamente contestáveis, dizendo que: a) com isso a Petrobrás está fazendo chantagem, intimidando os jornalistas e não preservando o sigilo da informação; e, b) acaba-se com a exclusividade da mesma informação.

Comecemos então a ver se realmente há problema em uma empresa pública mostrar em um blogue aquilo que lhe foi perguntado e o que realmente respondeu.

O jornalista Claudio Weber Abramo, presidente da Transparência Brasil, diz peremptoriamente, e desmontando a primeira tese, que: “… não existe confidencialidade em relação a perguntas que alguém recebe de um jornalista. O jornalista pode ter o compromisso com a fonte, mas o da fonte com o jornalista não existe”. Bingo!

A afirmação de Abramo já seria suficiente para desmontar o primeiro motivo da grita, mas vou tentar explicar melhor. Confidencialidade de fonte é um instituto criado pela imprensa para preservar uma fonte, pois essa, por medo do risco de se expor, por exemplo, poderia – caso não existisse a confidencialidade – não querer passar uma informação. Ou seja, a imprensa somente preserva seus ‘informantes’ para obter aquilo que é o objeto de seu desejo: uma informação importante. Assim, a informação só é confidencial se aquele que a fornece quiser que seja dessa forma. Não é o jornalista quem define a confidencialidade ou não; sendo mais claro, cabe a aquele que informa optar pelo anonimato (o seu: o da fonte) ou pela transparência da informação. No caso, a Petrobrás optou pela transparência em sua relação com a imprensa.

Além disso, estamos cansados de receber informações com uma série de condicionantes. Seria, poderia, talvez… Quem me garante que todas as informações prestadas pelos veículos de informação são o retrato fiel daquilo que foi transmitido pela fonte anônima ou não anônima? Não é raro desmentidos, em pé de páginas, onde sabemos que aquilo que foi publicado não é bem aquilo que foi dito. Se tivermos – como já temos em relação à Petrobrás – a chance de sabermos a versão do ‘outro lado’, coisa que nem sempre nos é permitido, podemos tirar nossas próprias conclusões, prescindindo da opinião – creio que aqui está um dos motivos da grita geral – de editoriais, articulistas e comentaristas, representantes da EMPRESA de comunicação. Eles desaparecerão? Não, mas terão que se expor mais e todos saberemos quem é quem, e qual a razão que move cada um, seja ela do caráter que for: filosófica, ideológica… Comercial.

Eu afirmo que um veículo de informação sério não deveria temer por tal atitude, basta para isso que tenha o compromisso com a verdade daquilo que dizem ser o seu objetivo, ou como afirma por aí um desses: ter o rabo preso com o leitor. Bastaria para isso tentar preservar o teor e o contexto daquilo que foi dito, por exemplo. Os jornalistas e os veículos que se sentem intimidados o fazem apenas por um motivo: o medo de que anos e anos de desinformação e mentiras tenham acabado. Creio que estamos chegando, a passos lentos, diga-se, a aquele ponto da democratização da informação que tanto alardeiam os teóricos das novas tecnologias.

Quanto ao segundo motivo, o que diz respeito à exclusividade da informação, esse é um problema único e exclusivo da EMPRESA de comunicação. Meus caros leitores, alguém pode me dar outro motivo para uma EMPRESA de comunicação querer ser a primeira a noticiar um fato que não um de caráter comercial? Não vou me alongar nesse item, pois aí a grita não é de caráter filosófico, mas estritamente comercial. Neste caso é melhor eu não tentar nem refletir sobre ele, pois é uma seara onde eu refletiria mais com o fígado que com a razão.

Já que estamos em um espaço (blogue) que tem como tema o esporte (futebol) eu pergunto: não é mais ou menos a mesma coisa quando ao invés de uma exclusiva um jogador, um técnico ou um dirigente esportivo dão uma entrevista coletiva? Onde está a exclusividade? E a confidencialidade? Aqui também, exclusividade e confidencialidade não existem, pois sempre são uma opção do entrevistado, não do veículo (meio) de informação. Ao veículo cabe optar por participar ou não da coletiva, informar ou não seus leitores, buscar – é um direito que lhes assiste – uma exclusiva em outro momento, basta para isso que o entrevistado queira.

A grita tem razão de ser, espernear faz sentido, a alegação do cerceamento na liberdade de imprensa tem seus motivos. Todos eles demonstram que a atitude pioneira da Petrobrás vai fazer com que entremos em uma nova era, aquela pela qual eles – a imprensa – tanto clamam: o tempo da transparência; mas – pelo visto – isso tudo só fica no discurso, nas letras, nas tintas e nas páginas de embrulhar peixe. “Casa de ferreiro, espeto de pau”, digo eu.

Não querem tanto os tais ‘controles externos’? Do judiciário, do legislativo, do executivo; alguns querem até controle externo da CBF, por exemplo. Só não querem que os ‘controlemos’, que ‘controle-se’ aquilo que publicam, que saibamos se o que lá está publicado é a verdade do que foi dito ou apenas a interpretação de um grupo que tem interesses econômicos em jogo, e não é – de forma alguma – isento, ‘classistamente’ falando.

Querem continuar a discutir liberdade de imprensa sob a medida de suas próprias réguas. Só o que não discutem é que com essa atitude a Petrobrás está ajudando a preservar aquilo que deveria ser preservado por eles mesmos, a qualidade e a confiabilidade das informações que são prestadas à opinião pública. Mas isso é dar um tiro no pé, pois para EMPRESAS o importante é o lucro, mesmo que para isso pincem uma palavra aqui, uma frase acolá, de acordo com suas próprias verdades. Mesmo que essa verdade não tenha nada a ver com uma informação que seja – como diria? – verdadeira, em interesse dos leitores. Não querem informar, não querem que tenhamos opinião, querem mesmo – ao fim – é formar opinião. A mais próxima da deles o possível, é claro.

Então, meus caros leitores, viva a era da nova informação. Viva a verdadeira liberdade de imprensa, aquela que nos libertará do jugo daqueles mesmos que tanto clamam por ela.

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Uhhhhhhhhhh Huuuuuuuuuuuuuuuuuuu !!!!

O Blur está de volta. A banda Formada por Damon Albarn (vocal), Graham Coxon (guitarra), Alex James (baixo) e Dave Rowntree (bateria), que desde 2003 não se reunia nem para uns pints no pub, começa uma grande turne pelo Reino Unido. Seu primeiro hit foi There's no Other Way, de 1991:


Ontem, o Gilou avisou que um amigo tem dois ingressos para um dos shows no Hyde Park, no primeiro final de semana de julho. O preço? € 120,00. Para quem não lembra do nosso amigo Gil, ele foi o correspondente do expatriated no Festival de Cinema de Cannes. Aquele que mandou duas fotos antes de ir viver a vida lôca e nunca mais voltar.

Resolvi dar uma olhada na net. A Ticketmaster tem os mesmos ingressos por �£45, para os shows dos dias 2 e 3. Considerando que a empresa é séria e idônea, acho que o amigo do nosso amigo andou tomando umas a mais e está precisando pagar a conta pendurada ou perdeu a noção de valor das moedas.

Mas o que interessa mesmo é o retorno de uma das bandas referência dos 90's. O Blur não faz shows desde o verão de 2000. Os shoegazers se reuniram apenas para a tour Midlife, e começa no próximo sábado.

Como gravadora não dá ponto sem nó, a Virgin, no embalo das derradeiras apresentações, mandou sair do forno uma coletânea com dois CDs.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Curtas

"O Trem das Sete": Hoje às 19h00 começa a greve dos metroviários, ferroviários e outros tantos "ários' e "eiros". A paralisação terminará às 19h00 da quinta-feira. Até lá, dá-lhe sola de sapato. Noves fora o legítimo direito dos trabalhadores, esses dois dias prometem ser de chuva.

Reflorestamento: Indo para a escola tive a grata surpresa de ver funcionários do Council plantando árvores na Prince of Wales Junction, ou como sempre chamei; Praça da Privada. Será que é para embelezar ou estão diversificando as opções de banheiro e procurando servir os cachorros também?


Mitos: Nem Só de Kakas Se Fazem Os Heróis

Éric Cantona voltou as manchetes. Reapareceu para mostrar ao mundo que não se constrói um mito apenas com a imagem. O atacante francês, nem era um assombro como jogador, mas está vivo na memória dos torcedores daquele time insuportável de Manchester. Com valentia, gols e muito deboche, criou a mística da camisa sete vermelha, que posteriormente foi vestida por Beckhan e atualmente por Cristiano Ronaldo. Foi eleito o jogador do século XX pelos red's.

Éric Cantona em ação

O polêmico francês co-estrela uma película britânica. Não poderia ser de outra forma, Ele não é o "mocinho" da produção, é o ex jogador e herói da torcida do MU que, participa do filme, fazendo o papel de si próprio. Não acredito que nenhum dos herdeiros de Cantona vá receber esse tipo de homenagem. O filme é Looking For Éric, do diretor Ken Loach.

Éric Cantona "in action!"

Cantona representa para os aficionados pelo United, algo como o que Edmundo representa para os Palmeirenses. O espírito selvagem foi o mesmo. A língua era um tanto mais afiada. Preterido da seleção campeã do mundo de 1998, não se furtou de assistir aos jogos do English Team e declarar que torcia para eles. Foi, também, comentarista durante a Copa e chamava Aimé Jacquet, o técnico dos Bleus de estúpido todo o tempo. Na final, abrindo seus comentários declarou: "Ah, o Brasil, eu amo o Brasil, suas praias e suas prostitutas." - Esse é Cantona, ou como ele mesmo diz:

"I'm not a man, I'm Cantona!"


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vamos ao Que Não Interessa: Revistas

No final de semana entre o porre e a ressaca, comprei a edição de julho da revista GQ.UK. Tinha a Megan Fox na capa e, isso é um bom motivo. Devidamente observadas as fotos da lindinha, começei a folhear a publicação. A GQ é voltada para os consumidores de produtos premium, sem dúvida, basta olhar os anunciantes: Cartier, Tag Heuer, Ralph Lauren, Chanel e Belverdere Vodka, para ficar nas cinco primeiras páginas de umas 200, das quais 100 são de publicidade. De relógios umas 50, outras 20 de perfumes e o restante de roupas, imóveis, bebidas, outras publicações e por aí vai.

O conteúdo é, em sua maioria, produzido e direcionado para Beverly Hills. Não para Notting Hill. Ou seja, os caras devem copiar a americana, trocar a covergirl e mandar bala. As matérias são curtas, porém ocupam grandes espaços, pois são recheadas de grandes fotos. Fotos que, diga-se, são muito bonitas. É o perfil da publicação. Só que os editores devem estar com alguns problemas para desovar o bonde. Reparem no anúncio para atrair assinantes:

Assim, se apertar e retirar as imagens, a GQ deve ter uma dez páginas de assunto e o que é pior, desinteressante. Para dar uma idéia, um editorial de moda é com Liam Gallagher, do Oasis e o outro com surfistas. Resumindo: É pretenciosa, vazia e chata. Bom, mas como eu não comprei a revista para ler e sim para olhar Megan Fox, vamos a ela:


E minha mulher tem coragem de dizer que as pernas de Megan são feias !!!!

Passamos para a próxima edição; Matchbox. Revista grátis deixada em nossa porta entre a ressaca e cura. A publicação também tem um viés premium e é voltada para os moradores de Wet London, o que lhe garante uma boa quantidade de anuncios de grandes marcas. Mas, apesar de se sustentar só de publicidade, não abusa da quantidade. eu diria que as propagandas não ultrapassam um terço das páginas.

Se peca por não trazer a Megan Fox ou outra beldade, a Matchbox compensa no conteúdo inteiramente voltado para o público que a recebe. Não faltam boas dicas de tudo que existe de interessante na região, uma boa sessão de cinema e roteiros muito bacanas. Resumindo: Chic e útil.


domingo, 7 de junho de 2009

Palmeiras 2X1 Vitória

Sigo no armistício. Então, para o bem ou para o mal, nada de comentar a vitória do Alviverde Imponente.



Onde Está o Palmeirinha?

A dica: É um lugar, no Soho, que já foi teatro, cinema, disco club e voltou a ser teatro.

Resposta: ǝɯoɹpoddıɥ uopuo1

sábado, 6 de junho de 2009

E a Nove Anos Atrás ...

Dica do Barneschi

Ressaca Braba !!!

Noite de sexta-feira, um monte de brasileiros, muita picanha e muuuuuuuuuuuuuito whisky. O resultado é esse. Fiquei jogado na cama até às 14h00, tomei 4 neosaldinas, três litros d'água e ainda estou "sambado". Amanhã prometo escrever por aqui.


Tag Heuer McQueen Monaco

Desfeito o mistério. Apesar da campanha de relançamento do icônico modelo da marca suíça ainda estar em curso, o departamento comercial adiantou-se ao do marketing. O relógio já está nas prateleiras. Em poucas e boas prateleiras, diga-se. Apenas mil unidades serão vendidas, pelo preço módico de £ 6,250.

"I'm not sure whether
I'm an actor races
or a racer who acts ..."
(Steve McQueen)



Dias de Glória !!!

A sorte sorriu para a minha conhecida e algumas vezes sitada no expatriated, praça da privada. No próximo sábado será inaugurado o Maida Hill Market. Os finais de semana serão mais divertidos por lá e as pessoas poderão fazer compras e passear, entre uma mijadinha e outra. Dá até para fazer um charmoso passeio de barco de Little Venice para lá, ou de Maida Hill para Camden Town, por exemplo.

Para quem interessar possa. Como eu havia escrito antes, o local não é uma praça, mas tem nome: Prince of Wales Junction.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quando o Promotor É Caso de Polícia

Há algum tempo, ainda em Pindorama, assisti o filme Edison, Poder e Corrupção, de 2005, com gente do quilate de Kevin Spacey e Morgan Freeman. Edison era a fictícia cidade onde o Poder Judiciário e a polícia faziam toda sorte de trabalho bem sujo, desde acordos com traficantes até servir aos interesses de corporações.

Pois bem, em uma capital do Brasil, que não é fictícia, a vida parece estar imitando a arte. Um Promotor Público encontrou a solução para a calamitosa situação da segurança pública local. O problema será resolvido com e extinção das torcidas organizadas do Palmeiras. Após a morte de um suposto torcedor do Corinthians, supostamente espancado por Vascaínos e, segundo vários meios de comunicação, por Palmeirenses também, a Douta Autoridade deu a seguinte declaração:

"Por meio de denúncia anônima, eu fiquei sabendo que os vascaínos pretendiam deixar os ônibus na Mancha Alviverde e na TUP (facções palmeirenses) e ir a pé ao Pacaembu. Então percebi que haveria uma emboscada, entrei em contato com o comando da PM e solicitei a escolta"

Que beleza. A Secretaria de Segurança Pública têm o serviço "Disque Denúncia", mas quem recebe as denúncias é o Promotor. Devo imaginar que o telefone dele está lista telefônica?

Bom, vamos adiante. Após a fundamental e precisa informação passada para a PM, o policiamento fez algo até então nunca tentado no Brasil: escoltar a torcida visitante, desde antes da entrada da cidade, até o estádio. Na boa, escolta policial é o procedimento mais antigo que existe no trato com público de futebol. A PM faz isso, a pelo menos, uns 20 anos em jogos de grande importância. Portanto, o funcionário do Judiciário está querendo enganar quem?

Continuando. Ainda segundo o valoroso combatente do crime e da violência, a torcida carioca chegou em 15 ônibus, sendo recebida e escoltada desde Guarulhos até a Ponte das Bandeiras, na Marginal Tietê. Aqui faço uma pequena pausa, para expor uma pulguinha que está atrás da minha orelha. Se a confusão e o crime foram praticados por Vascaínos e Palmeirenses unidos, devo presumir que os Palestrinos foram até Itaquaquecetuba, provavelmente. Ou quem sabe, até a Cidade Maravilhosa, pois assim não correriam nenhum risco de deixar de encontrar com seus parceiros de crime, e juntos marcharem rumo a capital paulista onde não deixariam sobrar pedra sobre pedra. Continua de brincadeira, "né, Dotô"?

Nesse ponto, largo a pulga, pois muda o narrador dos fatos. Quem assume é o comandante do policiamento que informou o seguinte: Os quinze ônibus estavam sendo escoltados por 20 batedores em motocicletas, vejam bem, havia mais de uma moto para cada buzão. Apesar da boa quantidade de homens e veículos policiais, o graúdo oficial disse que os torcedores, repito, em ônibus, conseguiram se desvencilhar das motocicletas, assim que encontraram com um bom número de torcedores rivais. Aí foi pau, pedra e tiros para todo lado. Contudo, segundo consta, apesar dos criminosos estarem de posse de armas de fogo, o corintiano foi morto por espancamento.

Após o confronto, vários envolvidos foram detidos. A maioria eram corintianos e três - 1,2,3 - Vascaínos, que foram identificados como chefes de uma torcida organizada cruzmaltina. Quantos Palmeirenses, mesmo? Ahhhhhh... nenhum. Como são ágeis esses torcedores do Verdão! Conseguem ser mais rápidos em ônibus do que policiais treinados e suas motos. Justamente na Marginal Tietê que, se me lembro bem, fica parada o dia todo. Criaram confusão, atiraram, espancaram, matam e fugiram sem deixar vestígios. Mesmo assim, foram identificados como Palestrinos. Por que? Só porque o promotor e o chefe do policiamento querem.

Acho que a partir de hoje, vou começar a entender as coisas como eles. Vai ser muito bom para mim, senão vejamos: Se um sugeito tem um amigo que é acusado de cometer um crime, o fato de conhecer o acusado torná-o co-autor? Legal, é bom saber.

Eu conheço o Paulo Tadeu, autor de livros e Palmeirense, diga-se. Partindo desse princípio ele está me devendo uma grana de direitos autorais então, não é? Eu conheço o Pelé, então vou falar por aí que fiz mais de mil gols e que ganhei três Copas do Mundo !!! Ou melhor, eu conheço o Lolô, que é cidadão francês. Isso me dá o direito de ir amanhã até a embaixada dos gauleses e pedir meu passaporte comunitário, afinal eu sou co-francês. Quem diria! Pena que o genial promotor só me fez descobrir isso hoje. E eu aqui esperando há dez meses a porra do meu visto de residência permanente !!!

Coisa Mais Linda


(Carlos Lyra & Vinicius de Moraes)
Coisa mais Bonita é Você
Assim, justinho você
Eu juro, eu não sei por que
Você




















Você é mais bonita que a flor 
Quem dera
A primavera da flor 
Tivesse todo esse aroma de beleza 
Que é o amor
Perfumando a natureza 




















Numa forma de mulher

Por que tão linda assim não existe
A flor




















Nem mesmo a cor não existe
E o amor
 
Nem mesmo o amor existe
E eu fico um pouco triste
Um pouco sem saber
Se é tão lindo o amor
Que eu tenho por você


Curtas

O bom moço da F1: Aquele que corre na equipe Leonor do automobilismo, que mentiu, depois apareceu dizendo que fez porque estava cumprindo ordens, pediu emocionadas desculpas e atende pelo nome de Lewis Hamilton, não só foi perdoado, como recebeu uma das mais importantes honrarias concedidas a um mortal. O boneco foi condecorado como Member of the Most Excellent Order of the British Empire e, portanto, passa a carregar o título de Sir. LH, aos 23 anos, é a pessoa mais nova a entrar para o seleto grupo.



Incompatibilidade de gênios: Parece que Palmeiras e internet definitivamente não nasceram um para o outro. Desde que a rede é "rede", o clube mantém um site bem meia-boca, apesar de várias, e infrutíferas, tentativas de melhora. Até hoje, o Campeão do Século XX não possui uma loja virtual oficial. A promessa era que a tal botique eletrônica começaria a funcionar às 11h00 de hoje, horário de Brasília (15h00 BST, ou British Summer Time). Até agora, nada de loja e nada de mostrar o novo Manto.


Ruim de braço, bom de mídia: Ainda sobre Hamilton. Se a performance profissional do menino prodígio esse ano é sofrível, a carreira de garoto propaganda do Pussycat Boy é um sucesso. A mais nova empreitada é a ponta do iceberg de uma arrojada campanha da marca suíça de relógios Tag Heuer. No primeiro filme o garotão contracena com ninguém menos que Steve McQueen, o cara que arrancava suspiros da mulherada, nos 60's e 70's, com seu ar de cafajeste. Para o projeto foram usadas cenas do filme Le Mans, de 1970. O ponto alto da peça publicitária é iniciar uma corrida entre os dois e passar para o público a respondabilidade de escolher o vencedor. Devem optar pelo "ícone" McQueen ou pelo "virtuoso" Lewis.

Em tempo, o ator de "Crown, o Magnífico" pilotou de verdade no mais tradicional circuíto da França, durante as filmagens de Le Mans, ao passo que a cria de Ron "Dick Vigarista" Dennis só pilotou no PlayStation.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

"Malandragem Dá Um Tempo e Manda Essa Tristeza Embora ..."

expatriated Utilidade Pública
Está no Reino e está deprê?
Se joga no fumacê !!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Alice no Mundo Bizarro

Neste começo de semana, li três textos lúcidos sobre a situação do Palmeiras. O primeiro, postado por Conrado, no Parmerista!. O segundo, por incrível que pareça, vem da mídia tradicional. É do editor e colunista Adriano Pessini e foi publicado, no sábado, no Jornal Agora., e reproduzido no Sobre Porcos e Ratos, no Cruz de Savoia e no Forza Palestra do Ademir. O último foi o do Marcelo do Binóculo Verde. Durante a tarde de ontem, o articulista "flumineiro", (ou deveria escrever o binoculista?), comentou em algum lugar que, devido aos últimos acontecimentos, estava completamente sem inspiração para postar. Deixou para a noite e matou a pau. Sendo assim, considero o assunto Luxemburgo/Departamento de Futebol muito bem esmiuçado.

Quero começar a minha reflexão, lá nos 80, quando o Brasil ainda era o país do futebol, a terra do Coelho Branco, do Chapeleiro Maluco e do Gato Risonho, aproveitando o gancho do colunista Pessini, que escreveu sobre situações que só poderiam acontecer na ficção, mas que infelizmente se passam no Palmeiras nos dia de hoje.

O País das Maravilhas, imaginado por Lewis Carroll era um reflexo nonsense da era Vitoriana, aqui na Caledônia. No mundo da bola, o desenho mais bem acabado era o Brasil. O futebol era um espetáculo de arte, em um lugar ainda governado pelo medo e sob um regime de excessão. Era o ópio e o circo para um povo sem pão.

Enquanto no mundo real, leia-se Europa, os campeonatos eram organizados, os mercados praticamente restritos a jogadores nativos e a profissinalização de toda a estrutura do esporte dava seus primeiros passos, no País das Maravilhas tudo era festa. O campeonato nacional tinha 645 times, 300 fases, em que alguns times jogavam 500 partidas e outros quatro, e no final todos disputavam o mesmo título. O Maracanã todo santo domingo, ficava lotado, o Pacaembú e o Panetone também. Existia a figura do profissional? Não, os jogadores eram "assalariados" de clubes que viviam no mais completo amadorismo.

Este amadorismo e as poucas possibilidades de transferências milionárias para o exterior, ajudaram a criar a mística do amor à camisa, do ídolo eterno e do dirigente bonachão e folclórico. A década que, segundo Kid Vynil, não terminou, foi passando e no mundo real o profissionalismo estava definitivamente instaurado. No Brasil, chegava forte o vento da democracia, trazendo de volta "o irmão do Henfil e tanta gente que partiu num rabo de foguete", como o meu cunhado Dodô. No País das Maravilhas, apesar de algumas estrelas terem migrado, ainda havia ídolos e grandes times.

Os anos 90 chegaram no mundo real trazendo a idéia de uma Comunidade Européia forte, organizada e capaz de fazer frente ao poderio econômico do Tio Sam. Com os novos ares, em alguns pontos socialistas, em outros liberais, criou-se o cidadão europeu, a pessoa de livre trânsito no continente. No embalo, veio um jogador belga, medíocre diga-se de passagem, que lutou e mudou a ordem do futebol, Jean-Marc Bosman. A lei que foi batizada com seu nome, em 1995, acabou com o escravagismo da bola no continente. Os atletas, ao final de seu vínculo contratual, poderiam escolher livremente para onde ir. As estruturas profissionais do futebol balançaram, mas não ruíram. Os europeus conseguiram fazer do limão uma limonada e o esporte seguiu seu rumo.

No País das Maravilhas, a decadência chegava para ficar e reinar por muito tempo. Os principais jogadores, depois de dois ou três anos, iam para o velho mundo ganhar rios de dinheiro e os amadores clubes locais não tinham como detê-los. Em contrapartida, transformaram essas transferências em business, o que acabou atraindo investidores externos, como a Parmalat, que deu sobrevida ao mundo dos sonhos. Deu ainda a possibilidade para o nascimento de figuras mitológicas como o Sr. Estrategista e os modernos gestores do Jd. Leonor. Grandes esquadrões foram criados e o futebol começou a trilhar o caminho para se tornar um projeto empresarial.

Em 1998, o sonho acabou, o castelo de cartas da Rainha de Copas, caiu. O governo brasileiro sancionou o clone da Lei Bosman, a Lei Pelé. O decadente País das Maravilhas se transformou no Mundo Bizarro, dos quadrinhos da DC Comics. Os escravos da bola tupiniquins estavam finalmente livres. Porém, como todos os seres despreparados para as grandes mudanças, sucumbiram e de escravos passaram a ser prostituídos por seu agentes.

Os tais empresários/cafetões transformaram os atletas/meretrizes nacionais em produto de exportação rápida. Ao invés de criar seres profissionais, criaram máquinas de ganhar dinheiro fácil. Os jogadores começaram a sair da terra natal para qualquer canto do planeta em troca de uma boa bolada na transferência. Aprenderam com os rufiões que contrato não é nada mais do que um mísero pedaço de papel. Os clubes do Mundo Bizarro ficaram completamente reféns. O negócio virou coisa de submundo. Também descobriram que dá para ir com a passagem de volta marcada. É só chorar um pouco e dizer que sente saudade de casa e rasgar o que foi firmado.

Cá estamos nós, os habitantes do Mundo Bizarro. Nas terras descobertas por Cabral, a área social teve progressos enormes. No planeta futebol tudo é inversamente proporcional. Os clubes ficaram no meio do caminho entre a profissionalização e o amadorismo, muitos administrados por déspotas. Como a possibilidade de ganhar dinheiro com as transações ficou menor, os administradores bizarros ofereceram a Geni, de Chico Buarque para que as redes de televisão fizessem o que bem entendessem.

Seres mitológicos redivivos, como Ronaldo Ducho e Adriano Imperatriz, desenganados para o futebol no mundo real, voltaram para ser reis. Ou ainda o Sr. Estrategista que, depois de desastrada passagem por um grande time daquelas bandas, ao invés de voltar com rabo entre as pernas e rever seus conceitos, opostamente interpretou o que conseguiu captar do profissionalismo europeu de maneira bizarra, como soi acontecer no planeta quadrado, e desde então, caminha ladeira abaixo.

Esse é o retrato do futebol brasileiro, que tenta copiar o modelo europeu e acaba fazendo tudo errado, como Bizarro#1, o anti-herói dos quadrinhos da DC. Onde Vanderlei Luxemburgo é só uma caricatura mal acabada, um megalômano de hospício, o Napoleão de camisa de força que imagina dominar o mundo. Mundo este que nada mais é que sua pequena cela no manicômio.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Allah-lá Ô, ô ô ô ô ô ô ... Mas Que Calor, ô ô ô ô ô ô

Quem diria, acho que depois de cinco meses dentro de um freezer, meu conceito de calor deu uma mudada e tanto. Temos hoje, o dia mais quente desta primavera. A temperatura chegou a 27ºC à tarde. Agora, estamos com 25ºC e sol ardido.

A sensação térmica durante o dia era bem mais alta. Por incrível que possa parecer, não ventava em Londres. O astro-rei veio aquecer-nos sem dó nem piedade. Brabo para quem tinha que andar e suar. Pior ainda era ficar dentro de ônibus. O calor e a falta de ventilação faziam as pessoas se sentirem desconfortáveis. Na linha rosa do metrô estava um pouco melhor. Como é uma linha overground, as janelas ficam abertas e o próprio trem faz o serviço de ventilação. 

Ouvi boatos sobre prováveis 30ºC na quarta e que até o final da semana a temperatura baterá todos os recordes dos últimos 30 anos. Como estava por aqui no dia mais frio em três décadas, nada mais justo do que estar no mais quente.


O Saco de Contradições, Virou Vítima de Conspiração !!!

Um certo indivíduo, que se diz Palmeirense, e se autodenomina Lucas “Palmeirense”, é o que se pode chamar de saco de contradições. Tem um blog sobre o Palmeiras, mas não acompanha nenhum outro blog sobre o time. É modesto, como se pode ver no seu perfil: "Um palmeirense gente boa, que entende muito de futebol, dando maior ênfase ao time do coração: Palmeiras. Odeio ignorantes e torcedores que só sabem brigar."

Realmente é suuuuuuuuuuuuuper gente boa. Hoje, o cara que quase nunca coloca suas opiniões no tal blog e só faz copy/paste, postou um artigo do ex-jornalista em atividade, o do bem, que enche o Presidente Belluzzo de elogios e critica os de sempre: Luxa, Traffic e Cipullo. Ou seja, fez o que faz todo santo dia. Bom, isso nem vem muito ao caso. Aí o nobre blogueiro recebe dois ou três comentários que afrontam sua opinião e, ao invés de rebater, apaga. Até aí é direito dele. Legal. Só que depois de apagar o bonitão resolve responder e aí descarrega um caminhão de impropérios.

Um idiota que não sabe conviver com o contraditório, meu amigo, você torce para o time errado. Amor e ódio simultâneos são a essência da alma palestrina. Foi do convívio democrático entre várias correntes, e unindo gente de todos os sotaques, que o Palmeiras virou o Gigante que é. Mas não dá para cobrar isso de alguém que nem deve saber onde é o Palestra Italia. Imagino que você seja novinho, então leia e aprenda.

Antes de me chamar de "puta da diretoria", dê uma olhada no que escrevo. Antes de me chamar de ignorante, aprenda a respeitar a opinião alheia. Critique, fique à vontade, mas não ofenda. Ignorante é que tenta impor suas idéias (se é que você tem alguma), e quando se sente inferiorizado, agride. Antes de me mandar mudar de time, saiba que tenho guardados mais de mil ingressos jogos do Palmeiras e, acredite, em 43 anos de vida eu fui em todos eles.

Vi o Divino, Jorge Mendonça, Luiz Pereira, Leão, Batista, Evair, Cafu, Alex, Valdivia e um sem número de grandes jogadores usando a camisa do meu time. Ví também outro sem número de cabeças de bagre, muito piores do que os jogadores atuais. Vi meu time ser treinado por grandes técnicos como Filpo Nuñes, Tele Santana e Felipão, assim como vi Diede Lameiro, Sergio Clerice, Marcio Araújo e mais um monte de trastes. Acho que seria impossível eu não entender um pouquinho de futebol depois de ter visto tanto assim, não é ?

Portanto garotão, recomendo que você reflita e peça desculpas para quem ofendeu. Aproveite e baixe um pouco sua "bolinha": você não é tudo isso que pensa. Se quiser trocar idéias sobre futebol, fique à vontade. Meu blog não é exclusivamente sobre isso, mas futebol faz parte da pauta. Comente aqui. Tenha certeza que se não ofender, nunca terá nada do que escreveu apagado. E respeite os mais velhos, menino !!!

Já se passaram mais de dez horas, desde que fiz um convite para o Lucas vir aqui confabular sobre o esporte bretão, do qual se julga expert. Segundo ele, of course, sabe tudo de tática, de administração e, pasmem, é só bater os "zóio" que consegue distinguir um grosso de um craque.

A invés de provar que o mundo do futebol está desperdiçando um grande talento, seja como técnico, diretor de futebol, manager ou até presidente de algum clube, se esconde no blog do eu sozinho, onde pergunta, responde e comenta. Agora, achou uma teoria conspiratória: "... eh assim q tb pensam os fdp q resolveram tirar o dia de hj pra vir aqui no meu blog tentar encher o saco, como se me afetasse ..." O diferenciado e esclaredor trecho, foi extraído dos comentários que o Lucas fez em seu próprio blog. Comentário, vejam bem, pois o post ele copiou e colou do site da ESPN Brasil. "FDP" é um dos termos carinhosos que Lucas usa para tratar seu público leitor. Para não transformar este post em um texto interminável e, até para dar uma forcinha para o rapaz, quem tiver vontade de ler o desarranjo dele, clique aqui.

Em outro brilhante momento da crônica esportiva, Lucas, modestamente, escreve: "... falar em maioria, entrou tb outro imbecil aqui falando q sou contra a maioria. ainda bem q sou assim! sou realmente diferenciado. eu sei ver o futebol com outros olhos, diferente de vcs." . Só para constar, eu não escrevi nada sobre maioria, minoria ou qualquer outra coisa. Apenas convidei o imbecil para vir fazer comentários aqui e colei o link para este post.

Na boa, meninão da Baía de Todos os Santos, o que você considera "diferenciação" é repetir o que a impren$inha esportiva escreve e fala. Você não passa de massa de manobra e reage a um monte de idiotices publicadas, exatamente como a grande maioria da população. Ou seja, os caras falam e você abana com a cabeça concordando, e sai por aí reproduzindo as "verdades absolutas" que leu. Desculpe, meu chapa, de diferenciado não tem nada, mas realmente consegue ver o futebol com outros olhos. Com os olhos da mídia viciada e comprometida.

¿Qué pasa? Você é só mais um ingênuo teimoso ou existe o DNA do proveito próprio aí? Qual é o seu jogo? Está com esperanças de cair nas graças do ex-jornalista e descolar uma boquinha com ele? Vai tentar virar o Paulinho do Acarajé? Se liga, lombriga !!!